domingo, 21 de dezembro de 2014

Como explorar o sul da Patagônia e a Terra do Fogo

Conhecer um pouco da nossa vizinha Argentina indo além da capital Buenos Aires. Ir para uma terra distante, local de extremos, onde o clima é implacável e a natureza proporciona paisagens e experiências incríveis aos seus visitantes. Essa é a Patagônia, território que contempla o extremo sul da Argentina e uma parte do Chile.
A nossa viagem iniciou em Buenos Aires, onde ficamos por 3 noites. Ainda não conhecíamos a capital da Argentina e adoramos tudo o que vimos por lá. Mas esse vai ser o assunto de uma outra postagem. Depois seguimos de avião para Ushuaia, a cidade do "fim do mundo". Pergunte a um argentino sobre qual é a cidade mais ao sul do planeta e ele vai lhe dizer de boca cheia: "Ushuaia"! Mesmo Porto Willians no Chile sendo um pouco mais ao sul ninguém pode tirar de Ushuaia toda a temática turística por trás disso. "Porto Willians é apenas um vilarejo, não é uma cidade, só se chega de barco ou avião, não tem estradas, não tem turistas, não tem praticamente nada", foi o que me disse um taxista em Ushuaia quando perguntei da cidade chilena. Ushuaia vive com o turismo das pessoas que vão em busca da aventura (ou curiosidade) de se chegar ao "fin del mundo".

Ushuaia, a cidade mais austral do mundo
Tudo lá é inspirado neste tema: o trem do fim do mundo, a estrada do fim do mundo, a prisão do fim do mundo, o farol do fim do mundo e por aí vai... A cidade, de cerca de 57.000 habitantes possui uma ótima estrutura para receber os visitantes que vem do mundo inteiro: aeroporto internacional, hotéis e pousadas de todas as categorias, bons restaurantes, lojas, serviços, agencias de viagens. É possível chegar lá por via terrestre também, e esta é a opção preferida dos mais aventureiros que percorrem a famosa Rota 3 de moto ou carro.
Fim da Rota 03

Centenas de motociclistas percorrem esta estrada de mais de 3.000 km que liga Buenos Aires até Ushuaia. Mas esta região não é apenas um ponto distante no mapa. A natureza proporcionou um lugar impressionante em todos os sentidos. Montanhas cobertas de neve, grandes lagos, florestas, um clima imprevisível que muda o tempo todo e, é claro, muito frio, neve e ventos fortes. Ficamos em Ushuaia por 4 dias. Fizemos os principais passeios disponíveis aos turistas: navegação no canal de Beagle, caminhada no Cerro Martial, passeio off road nos lagos Fagnano e Escondido, trekking no Parque Nacional "Tierra del Fuego", visita ao museu do presídio e museu marítimo.


Navegação no Canal de Beagle

Off road nos lagos Fagnano e Escondido 


Caminhada no Cerro Martial
Trekking no parque nacional  "Terra del Fuego"

Depois seguimos de avião de Ushuaia para a cidade de El Calafate, que também fica na região patagônica, a cerca de 880 km ao norte de Ushuaia. A cidade é a base para se visitar a incrível geleira Perito Moreno, principal atração da região. Além da incrível geleira, que fica dentro do Parque Nacional do Glaciares, fomos visitar também o Parque Torres del Paine, no Chile. O passeio de um dia à Torres del Paine, a partir de El Calafate, é feito por uma agência de turismo local. O deslocamento é em caminhões 4x4 adaptados como uma espécie de ônibus para levar os turistas. Em El Calafate visitamos também o museu e o bar de gelo, lugar bem bacana e diferente de tudo. O museu conta sobre a formação das imensas geleiras da região, alerta sobre a necessidade de preservação e os riscos que as mesmas vem sofrendo devido ao aquecimento global. Já o bar de gelo é pura diversão! Cada grupo que entra fica somente 25 minutos lá dentro, onde tudo é feito de gelo: mesas, cadeiras, copos, paredes...

Geleira Perito Moreno
Torres del Paine no Chile

Glacio Bar
Depois destes passeios seguimos até a cidade de El Chatén, desta vez de ônibus interurbano. A cidadezinha fica a 220 km de El Calafate. El Chatén é a base para as caminhadas na região do Cerro Fitz Roy, um incrível conjunto de montanhas e geleiras em meio a Cordilheira dos Andes, considerado o melhor lugar para Trekking da Argentina e um dos melhores do mundo também. Passamos uma noite em El Chatén e no dia seguinte retornamos para El Calafate.


Cerro Fitz Roy
Trekking até a base do Fitz Roy

Nesta região da Patagônia a paisagem das montanhas nevadas mistura-se com as imensas planícies de campos abertos. Os Guanacos correm soltos entre as grandes estâncias de criação de ovelhas. Grandes lagos se formam com o derretimento das geleiras e da neve das montanhas. De longe é possível avistar imensos icebergs flutuando nas águas geladas destes lagos.

Lago Argentino, El Calafate
A Patagônia nos impressionou com suas belas paisagens e com seu clima frio. Fomos em uma época de transição entre o inverno e a primavera. Ainda tinha bastante neve nas montanhas, mas já não estava tão frio como faz no inverno por lá. No fim de outubro a primavera está no auge, então alguns guias nos disseram quer seria um bom período para ver a natureza em todo o seu esplendor com nova vegetação, mais animais, temperaturas e clima mais ameno. Mas leve em consideração também o que você pretende fazer lá, pois os passeios e esportes de frio (treno na neve, esqui), assim que o inverno acaba, saem das programações das agências. Já as viagens de navio para a Antártida ocorrem apenas no verão.


Questões práticas para viajar para a Patagonia Argentina



Roupas

O frio da Patagônia é percebido com mais intensidade devido aos fortes ventos gelados, tanto em Ushuaia quanto em El Calafate. Por isso é necessário usar as roupas adequadas. Aconselhamos levar roupas técnicas para esporte de frio, que são mais finas e leves e protegem muito bem. Aconselhamos usar as 'três camadas" de roupas: uma segunda pele para segurar o calor do corpo, uma blusa intermediária para esquentar e a última camada um jaqueta de material sintético impermeável, tipo "corta vento" com capuz. Use também uma segunda pele por baixo da calça. Para os pés é indispensável usar tênis ou bota de trekking (aqueles com garras no solado), não precisa necessariamente ser do tipo impermeável. É indispensável usar também luvas e gorro, pois o vento é muito, muito gelado.

Moeda

O Peso argentino é a moeda oficial, porém Dólar, Euros e Reais são muito aceitos e também muito disputados no "câmbio paralelo". Vamos explicar melhor! Em toda a Argentina existem duas formas para se trocar moeda estrangeira por Pesos: nas casas de câmbio, em que vale a cotação oficial do país e em todos os outros locais de comércio e turismo, como lojas, hotéis, restaurantes e até mesmo pelas pessoas nas ruas - o chamado câmbio paralelo. O câmbio paralelo paga uma cotação bem maior do que o câmbio oficial. Isso porque o país passa por uma crise econômica com uma inflação muito alta. O peso argentino acaba se desvalorizando muito rapidamente e as pessoas saem a procura de outras moedas, comprando dos turistas que chegam ao país. É muito difícil encontrar uma casa de câmbio "oficial", vimos poucas por lá. O câmbio paralelo acaba sendo a melhor opção mesmo. É preciso só ter um pouco de cuidado, principalmente em Buenos Aires, pois existem algumas notas falsas circulando. Em Ushuaia, a melhor cotação no "paralelo" sem dúvida está no Hotel Antartica Ushuaia. Não precisa estar hospedado lá para trocar, só entrar e pedir pelo câmbio. Em El Calafate o melhor local para trocar moeda estrangeira é no terminal rodoviário. Existe uma lojinha lá dentro do terminal que paga a melhor cotação da cidade. Em Buenos Aires vá até a Calle Florida, no centro da cidade. A melhor cotação conseguimos na rua mesmo, bem próximo ao Shopping Galerias Pacífico.

Comida

As carnes da Argentina são incrivelmente saborosas, eles sabem mesmo como preparar uma saborosa carne grelhada ou assada, como o tradicional bife de Chorizo ou o cordeiro patagônico. Não deixem de provar! Em Ushuaia também existem alguns restaurantes que servem o famoso caranguejo gigante "Centolla" ou "King Crab", retirado das águas geladas e profundas da própria região da Terra do Fogo. Existe uma variedade enorme de delícias típicas da região patagônica que você precisa pelo menos provar quando for pra lá, por exemplo, o doce de leite argentino, o sorvete, os licores e doces feitos com a fruta do Calafate, o alfajor, queijos e embutidos. Bebidas, como os vinhos Malbec (para acompanhar uma carne grelhada) e uma cerveja Quilmes tipicamente Argentina. Obviamente que em uma viagem mais econômica como a nossa, não dá para sair todos os dias para almoçar ou jantar fora.  Algumas vezes optamos por comprar comida no mercado e preparar um lanche no próprio quarto do hotel. Em Ushuaia existe um mercado bem completo no centro da cidade. Em El Calafate também tem um, mas no hostal em que ficamos era proibido trazer comida de fora, hehe.

Hospedagem

Na argentina existem bastante opções de hospedagem para todos os bolsos. Indicamos reservar pela internet, antes da viagem, algum lugar e levar consigo o comprovante da reserva, pois ao passarem pela imigração argentina no aeroporto eles vão pedir que comprovem que tem lugar para ficar. Não dá para fazer o que fizemos no Peru, quando chegamos só com a "cara e a coragem", sem lugar definido pra ficar no primeiro dia. Como mochileiros, sempre ficamos em locais simples, baratos e de fácil deslocamento nas cidades. Para isso utilizamos algumas ferramentas como:

  • AirBnb: é um aplicativo onde pessoas comuns oferecem quartos, apartamentos ou casas para alugar aos turistas. Você pesquisa por cidade em que deseja visitar, compara os preços com os locais oferecidos. Geralmente é mais barato que hotel e você pode ainda interagir com pessoas novas que lhe ajudarão com dicas da cidade. Em Buenos Aires pegamos um quarto por US$ 20,00 a diária. Cadastre-se no site www.airbnb.com.br/c/dvalentini1?s=8.




  • Buscadores de hoteis, como o Decolar.com, Hoteis.com

Dica: aqui vai uma dica bem interessante que descobrimos lá. Quando for adquirir uma estadia em hotel na Argentina pelo Decolar.com ou outro buscador opte pela opção "pagar diretamente ao estabelecimento". A reserva sairá instantaneamente, mas você irá pagar somente no check in. Neste caso a reserva é feita em dólar ou reais, porém ao realizar o pagamento opte por pagar em Pesos e em espécie (nada de cartão ou outra moeda, pague em Pesos!). Eles vão converter para a cotação oficial do país, mas como você trocou seu dinheiro antecipadamente na melhor cotação do paralelo (conforme as dicas que demos acima), o valor final ficará menor (nós conseguimos uma redução de 38%).

Veja o exemplo: reservamos o hostal Punta Norte em El Calafate por 3 noites pelo Decolar.com . A reserva ficou em 157 USD pelo período. Quando cheguei no Hostal paguei em pesos argentinos 1.321,00 ARS convertidos na hora pela atendente. A cotação oficial do país que ela utilizou na conversão foi de 8,42 pesos para 1 dólar. Como eu havia trocado antecipadamente em Ushuaia dólares a uma cotação muito melhor, de 13,5 pesos para 1 dólar, minha conta saiu pelo equivalente a 97,85 USD.

A mesma lógica recomendamos para tudo o que forem comprar na Argentina, pague em pesos! Troque seus reais ou dólares na melhor cotação que conseguir e pague tudo na moeda deles.

Custos

Seguem alguns custos da nossa viagem. Lembrando que os preços na Argentina sofrem muito com a inflação alta. Logo, o que pagamos em setembro de 2014 já não é mais o que você pagará atualmente. Outro detalhe é o padrão de serviço em hospedagens, restaurantes, hotéis, etc, que é muito pessoal. Vai depender do quanto você está disposto a pagar e o conforto que deseja usufruir. Por exemplo: hostal ou hotel, restaurante ou lanche, taxi ou transporte público, passeio com agência ou por conta própria...
Uma coisa que não muda muito são os preços dos passeios ofertados pelas agências, praticamente não há diferença entre uma agência ou outra para um mesmo passeio. Neste ponto achamos eles bastante organizados. Os preços são tabelados na Patagônia e as prefeituras fiscalizam e padronizam muita coisa quanto a isto. Relaxe quanto uma questão muito comum para quem viaja de forma independente: "será que estão me cobrando um preço realmente justo para este para o passeio?" Dúvida cruel!

Passagens de avião pela Aerolineas Argentinas:
  • Curitiba > Buenos Aires
  • Buenos Aires > Ushuaia
  • Ushuaia > El Calafate
  • El Calafate > Buenos Aires
  • Buenos Aires > Curitiba

Total R$ 1587,42 por pessoa (com as taxas e direito a "stopover" nas cidades)


Passeios de Ushuaia - Preços em Pesos Argentinos (setembro/2014):

  • Navegação no Canal de Beagle: 415,00 (por pessoa)
  • Trekking no Cerro Martial: somente o deslocamento de taxi ida e volta 150,00. Trekking na neve feito por conta própria
  • Passeio 4X4 na região dos lagos Fagnano e Escondido: 940,00 com almoço (por pessoa)
  • Trekking no Parque Nacional do Fin del Mundo: somente deslocamento de ônibus 200,00 (por pessoa). Trekking feito por conta própria
  • Visita ao museu e presídio do Fim do Mundo: 120,00 entradas por pessoa

Passeios na região de el Calafate - Valores em Pesos Argentinos (setembro/2014):

  • Passeio guiado na Geleira Perito Moreno (sem o trekking sobre a geleira): 400,00 por pessoa
  • Entrada no parque dos Glaciares: 150,00 por pessoa
  • Navegação no lago da geleira Perito Moreno: 180,00 por pessoa
  • Passeio guiado de 1 dia até Torres Del Paine (Chile): 1250,00 por pessoa
  • Entradas no parque nacional Torres del Paine: 20,00 USD por pessoa
  • Entradas museu dos glaciares: 160,00 por pessoa
  • Bar de gelo: 140,00 por pessoa
  • Trekking em El Chaten: pode ser feito por conta própria, pegamos um ônibus de El Calafate para El Chaten (~ 200 km  450,00 pesos por pessoa, ida e volta) + hospedagem em El Chaten


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domingo, 9 de novembro de 2014

Voo de balão sobre o vale do Nilo (05º Dia - 01/02)



O grande Vale do Rio Nilo em Luxor pode ser admirado em um belíssimo e inesquecível voo de balão. O passeio começa bem cedo, ainda escuro, pois uma das atrações do voo é justamente ver o nascer do sol lá de cima, um verdadeiro espetáculo! A principio este passeio nem estava em nossos planos de viagem, mas quando nos ofereceram no Hostal Shierif Bob Marley, em Luxor, aceitamos na hora. Nunca havíamos voado em um balão, o cenário seria muito especial e exótico: ver o rio Nilo e toda a necrópole de Tebas lá do alto com o sol nascendo ao fundo. Sem falar no preço, cerca de 30 USD por pessoa já com o transfer do hostal incluso... MUITO BARATO! Para ter uma comparação, um passeio similar muito famoso é o voo de balão na Capadócia, Turquia. Lá o preço do voo custa a partir de 170 Euros por pessoa. Infelizmente o turismo no Egito passa por um período de "vacas magras" que nem mesmo os baixos preços conseguem trazer os turistas. Antes da revolução que seguiu a "primavera árabe" todos os dias mais de 80 balões voavam simultaneamente nos céus de Luxor. No dia em que voamos eram apenas 3... Um pena, pois o passeio é realmente indescritível, uma das experiências mais marcantes da viagem. Saímos do hostal por volta das 05 horas da manhã. Era ainda escuro quando uma van nos apanhou e nos levou até a margem oriental do rio Nilo, a qual atravessamos de barco para continuar o deslocamento do outro lado. Em nosso grupo estavam ainda alguns franceses que se juntaram a nós no barco antes da travessia. Se você for para o Egito, vá preparado para tomar chá. Em todos os lugares, lojas, restaurantes e casas, o chá sempre é oferecido. No barco não foi diferente, enquanto aguardávamos a saída do barco e orientações do guia dos procedimentos durante o voo de balão, aproveitamos para apreciar as luzes da margem ocidental refletidas no Nilo tomando uma xícara de chá que nos foi servida.

Luxor, vista da margem oriental do rio Nilo


Do outro lado do Nilo (margem ocidental) outra van nos levou até o ponto de partida do voo. Quando chegamos, as equipes já preparavam os balões, enchendo-os com ar quente dos maçaricos.




Entramos no sexto do balão, eu e a Estela de um lado, os franceses do outro e o piloto no centro. Também foi junto um guia particular dos franceses e uma pessoa da equipe que filmava o passeio. Lentamente o balão iniciou a subida ainda com jatos de fogo sendo expelidos logo acima das nossas cabeças. Logo o sol surgiu no horizonte em um belo espetáculo! Claramente pudemos entender porque o Egito antigo era chamado de "a dádiva do rio Nilo". Lá do alto dá pra ver bem destacadas as duas faixas verdes de terras férteis que surgem nas margens do rio. Todo o restante é deserto a perder de vista. Nas margens do Nilo as planícies recebiam os sedimentos trazidos pelas enchentes anuais, as quais permitiam colheitas abundantes e fartura para seus habitantes. Assim foi durante milênios de história. 




Luxor, antiga Tebas
Sobrevoando as terras férteis às margens do rio Nilo

Sobrevoamos um dos vilarejos. A maioria das construções inacabadas, sem revestimento, sem telhados, típico em todo o Egito. 

Aproximando-se de vilarejo em Luxor

Sobre vilarejo em Luxor

O balão pairava lentamente no ar, as vezes mais alto, as vezes baixando para se aproximar de alguma das atrações da necrópole de Tebas. Foi assim com os dois Colossos de Memnon. O piloto levou o balão para bem próximo deles. 


Colossos de Memnon


Lá de cima deu para identificar bem o Templo da Rainha Hatshepsut, o Vale das Rainhas (local onde eram enterradas as esposas dos faraós), o Templo de Habu, uma parte do Vale dos Reis (local de sepultamento de inúmeros faraós), dentre outros templos e tumbas que compõe todo o Vale Sagrado da antiga Tebas, hoje chamada de Luxor. 

Tempo da rainha Hatshepsut
Vale dos Reis
Depois voltaríamos para tomar o café da manhã no hostel para às 10 h iniciar a visita por terra as principais atrações do Vale Sagrado, mas isso vamos deixar para a próxima postagem. Depois de uns 45 minutos de voo, o balão pousou no meio de um canavial. A equipe já estava lá para ajudar na descida e algumas crianças da aldeia local também. 






De lá, o motorista da van já nos aguardava para levar-nos até a margem do Nilo para fazermos a travessia até o lado oriental. Voltamos para o hostal muito contentes, um grande passeio que ficará para sempre na lembrança! Quem for pra lá não deve perder por nada este incrível passeio.

Luxor, margem ocidental do rio Nilo



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domingo, 26 de outubro de 2014

"Ruta del Sol": 5 pontos turísticos no deslocamento de Puno a Cusco (15º Dia)




Na reta final da viagem ao Peru tínhamos que chegar até Cusco, cidade base para os passeios do circuito Inca, incluindo a tão aguardada Machu Picchu. Compramos um serviço de ônibus turístico que saía de Puno, parando nas atrações ao longo da estrada até chegar na antiga capital do império Inca: Cusco. Ou seja, o deslocamento entre as cidades já seria um passeio turístico.

Para nossa surpresa, ao embarcarmos no ônibus no terminal rodoviário de Puno, nos deparamos com muitos dos turistas que conhecemos na navegação pelo lago Titicaca. O casal de canadenses que ficaram conosco na casa da ilha Amantani, o grupo de Poloneses doidos que não paravam de falar,  uma mochileira suíça, a Karen, que viajava sozinha pela América do Sul já havia alguns meses e o Claude, um viajante canadense que estava hospedado no mesmo hotel que ficamos em Puno.

O percurso, de cerca de 380 km possui pontos de visitação que incluem um misto de ruínas de construções Incas com igrejas e construções espanholas. O serviço é oferecido pela Inka Express com acompanhamento de guia turístico em tempo integral no ônibus e também nos pontos visitados pelo caminho. Também está incluso no preço da passagem um almoço em restaurante tipo buffet e o lanche oferecido dentro do ônibus. Alguns dos pontos visitados cobram ingresso, portanto veja na hora de comprar a passagem se estão incluindo isso também. Nós compramos com os bilhetes de entrada incluídos. O ônibus parte de Puno às 7:00 da manhã e chega em Cuzco por volta das 17:00 h. Abaixo segue folder da companhia de ônibus com a chamada "Ruta del Sol" e breve resumo de cada ponto.

cusco puno bus
Ruta del Sol, folder Inka Express

1 - Pukara

O Museu Alcra Pukara está localizado a 100 km ao norte de Puno, a população local encontrou na produção de artesanato em cerâmica sua principal atividade econômica. Também nesta cidade, que leva o nome da mais antiga cultura do Altiplano (antes mesmo de Tiahuanaco), encontramos um antigo centro cerimonial. Este centro cerimonial consiste em uma série de terraços sobrepostos de forma piramidal. O local possui um museu lítico que apresenta uma série de objetos encontrados durante a exploração deste centro.

Museu Alcra Pukara

Museu Alcra Pukara

Vicunhas no Museu Alcra Pukara

Igreja de Pukara

Pukara, ônibus Inka Express

2 - La Raya

La Raya é um local de parada na rodovia que liga Puno a Cusco. É o ponto mais alto da estrada com 4.335 metros de altitude. No mirante é possível ver lindas paisagens das montanhas cobertas por neve. Alí existe também venda de artesanatos feitos de lã de Alpaca. Neste local faz muito frio e venta muito também.

Limite Puno - Cusco

La Raya

Nas proximidades de La Raya, igreja "Señor de la Caña"

3 - Sicuani

Na cidade de Sicuani o ônibus faz uma parada para almoço em um restaurante tipo buffet, já incluso no valor do passeio. Foi a primeira vez que encontramos um buffet com comida "livre" em 15 dias de viagem. No Peru os restaurantes costumam servir pratos "a la carte". Os restaurantes buffet, com comida farta como conhecemos no Brasil, só são encontrados em poucos locais, geralmente em circuitos turísticos. Tinha até carne de Lhama.

4 - Raqchi

O sítio arqueológico Raqchi foi um templo construído pelos Incas para adorar o Deus Viracocha. Neste local vimos as primeiras construções com as famosas pedras perfeitamente lapidadas, característica da arquitetura Inca. O que mais impressiona é uma parede central 12 metros de altura com uma base de pedra e corpo de adobe. Em ambos os lados da parede base existem 22 colunas cilíndricas. O local também possui construções secundárias que eram utilizadas pela nobreza inca, além de canais que serviam como aquedutos.

Racqchi





5 - Andahuaylillas

Andahuaylilas é uma pequena cidade a 40 km de Cusco. Sua principal atração é a igreja matriz em estilo colonial que fica na praça de Armas da cidade. Uma verdadeira joia da arquitetura barroca trazida pelos espanhóis. É conhecida como a “Capilla Sixtina de America”, traduzindo a Capela Sistina da América. A alcunha deve-se às belas pinturas no teto e paredes, com detalhes em ouro. Andahuaylillas é um destino imperdível para quem está viajando na rota Cusco – Puno.

Capela Sistina da América em Andahuaylillas
Fachada da Capela Sistina da América em Andahuaylillas

Chegamos à Cusco por volta das 17:30 h. O ônibus encostou em um terminal da empresa que fica próximo ao aeroporto. De lá seguimos de táxi até o centro da cidade, onde iriamos ver o hostel indicado pelo dono do hotel que ficamos em Puno. Dividimos o táxi com nossos novos amigos, o Claude e a Karen. Eles também tinham alguns locais pré selecionados, mas nada confirmado. Para nossa decepção, o hostal que nos indicaram era péssimo! Sem chance de ficar. Seguimos caminhando com as mochilas nas costas até os próximos locais da lista, também próximos ao centro da cidade. Cusco é uma cidade incrivelmente bela. Seu centro histórico possui um misto de casarões e igrejas no estilo colonial espanhol com muros e alicerces feito com as pedras Incas, perfeitamente encaixadas umas com as outras. Tudo muito bem preservado e voltado ao turismo que movimenta a região. Cusco é a cidade base para as pessoas que vem do mundo todo para visitar Machu Picchu. Todos ficam alguns dias na cidade antes de seguir de trem para Aguas Calientes. Possui charmosos e aconchegantes restaurantes e cafés localizados em seus casarões coloniais, ruas estreitas pavimentadas com pedras, ladeiras com pequenas pousadas. A praça de Armas, no coração da cidade é cercada por igrejas, a principal delas é a catedral cuja construção iniciou em 1560 e levou quase 100 anos para ser concluída. Para nossa sorte, encontramos uma pousada muito legal, que ficava apenas uma quadra da praça de Armas, no coração da cidade. Pequena e aconchegante, além de muito barata, ficava em um destes casarões coloniais restaurados. Foi um verdadeiro achado, já que tínhamos caminhado bastante e já estava iniciando a noite. Ficamos os quatro hospedados lá. Para fechar o dia, saímos todos para jantar e comemorar a nossa chegada em Cusco. Grande dia aquele! Um brinde às novas amizades!




Mais uma coisa, segue o link dos blogs de viagens do Claude, vale a pena conferir! Além do Peru ele visitou a Guatemala, El Salvador, México, Honduras, Laos, Vietnã, Camboja ... CLAUDE AU GUATEMALA e CLAUDE AU HONDURAS, EL SALVADOR, GUATEMALA, CHIAPAS



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