sábado, 18 de janeiro de 2014

O centro histórico de Lima (02º Dia)


Igreja de "la Virgen Milagrosa"
no Parque Kennedy em Miraflores

Acordamos no Hostal The Place após uma noite muito bem dormida. Arrumamos nossa bagagem e fomos tomar o café da manhã no restaurante do hostal. Café ou chá, leite, suco de laranja, manteiga, geleia e dois pequenos pães por pessoa. Não esperem um buffet como temos no Brasil na maioria dos hotéis e pousadas. É o chamado desayuno continental peruano, o qual iriamos provar em todos os locais em que nos hospedamos no país. Usamos o computador do hostal para acessar a internet e atualizar os contatos com o Brasil, mandar notícias, etc. Efetuamos o check out, pegamos as mochilas e seguimos rumo ao centro de Lima. Da praça Kennedy em Miraflores partem os ônibus turísticos que fazem o city tour por Lima, passando por diversos pontos turísticos da cidade e com entradas inclusas no convento de São Francisco. Conversamos com os atendentes do ponto de saída do ônibus, o preço do passeio era de s/ 60,00 e ele só iria sair às 14:30 de lá. Muito tarde, e não daria tempo de conhecer melhor e circular pelo centro histórico. Decidimos então ir de transporte público mesmo. Ao lado do Parque Kennedy passavam inúmeros ônibus, vans e "Kombis", eles passam às dezenas e nunca saberíamos qual deles pegar. Pedimos ajuda a dois policiais, que foram muito prestativos e atenciosos. Não só nos indicaram qual veículo pegar, como pararam um e orientaram o motorista a nos deixar no local onde ficava nosso destino. Os "buses" e kombis fazem parte do caos do transito de Lima. Competem entre sí para angariar passageiros. Cada um possui um cobrador que diz o itinerário para as pessoas nas calçadas. No nosso veículo tinham poucos passageiros naquela hora, ainda bem, pois estávamos com as mochilas. Ao longo do trajeto o ônibus foi enchendo e nós não sabíamos se o cobrador ainda lembrava da gente. Falamos com um outro passageiro que se dispôs a nos avisar também onde desembarcar. Foi uma experiência interessante, vivenciando o dia a dia do transito e dos moradores da cidade e a um custo de apenas s/ 3,00. Descemos na avenida Tacna com rua Quilca, sob orientação do cobrador. Uma quadra depois seria mais recomendável, ou seja, Av. Tacna com Av. Nicolas de Pierola. Na rua Quilca existem várias mercearias, local de poucas pessoas circulando. Chegamos à Plaza San Martin, sentamos em uma lanchonete para verificar nosso guia de viagem. Tomamos a famosa Inca Kola e seguimos em direção à "Plaza Mayor", ponto central da cidade. A Plaza Mayor é muito bonita, ao redor dela ficam o palácio do governo, prefeitura, a catedral e a casa do arcebispo. Tudo muito antigo, mas também muito bem conservado. Em todos arredores existem várias construções da época colonial. Aproveitamos este dia para adquirir as entradas de Machu Picchu (ver postagem Aquisição das entradas para Machu Picchu)
Estátua do libertador argentino do Peru,
general José de San Martin na "Plaza San Matin"

Mercearia no centro de Lima


"La Catedral" no lado leste da "Plaza Mayor"
"Palacio de Gobierno", sede do poder
político do Perú  na "Plaza Mayor"
Preferimos não entrar para conhecer a Catedral, pois custava s/ 10,00 por pessoa. Optamos por caminhar algumas quadras e conhecer a igreja e o convento de São Francisco por s/ 7,00 por pessoa. A visita ao convento é imperdível! A construção iniciada em 1535 pela ordem dos franciscanos abriga inúmeras peças antigas e a construção característica da época colonial espanhola muito bem conservados. No subsolo é possível visitar as catacumbas, com os ossários expostos do primeiro local que serviu como cemitério de Lima (ver postagem Catacumbas de São Francisco). Outras grandes atrações são: a biblioteca, a capela e a tela de Marcos Zapata da última ceia. Diante desta obra é possível observar a riqueza de detalhes do quadro que registra imagens cristãs com elementos peruanos... há crianças, cachorros, curiosos, diabos e até um auto retrato do autor. O enigma é decifrar o prato principal servido na ceia: cuy chactado!!!

Convento e igreja sobre as catacumbas
"San Francisco" no centro histórico de Lima
Sala de jantar do convento "San Francisco"
com a tela "A Última Ceia" de Marcos Zapata
Fachada da igreja "San Francisco"

Após este passeio, fomos enfim comer alguma coisa. Já eram quase 4 horas da tarde. Perto dali estava a rua Jilón de La Union, uma espécie de calçadão só para pedestres, com muitas lojas e algumas lanchonetes e restaurantes. Fomos ao Mc Donald's, parece sem graça, mas o cardápio é um pouco diferente do servido no Brasil. Saímos da lanchonete e continuamos caminhando pelas calçadas movimentadas do centro. Já era hora da saída do trabalho e as ruas ficavam mais e mais cheias. Pelo caminho muitos cambistas trocando dinheiro nas calçadas. Entramos em algumas lojas para das uma olhada, mas não compramos nada, afinal nossa bagagem era limitada e teríamos que carregar pelo restante dos dias ainda. Nossa missão agora era simplesmente encontrar um lugar na cidade, para pegar algum ônibus que fosse para a cidade de Trujillo, no norte do país. Em Lima não existe um terminal rodoviário de onde partem os ônibus, mas sim cada empresa possui seu próprio terminal ou ponto de saída. Demos uma olhada no nosso guia mas foram novamente os policiais que nos indicaram onde deveríamos ir, dizendo-nos: "Hay una calle donde las principales empresas de autobuses y se puede ir caminando hasta allí. Está a unos 2 kilómetros de distancia!". Foi o que fizemos, seguimos caminhando, observando as praças, avenidas, o grande movimento de carros, ônibus. O local indicado ficava bem em frente ao estádio Nacional do Peru, várias empresas de ônibus, uma ao lado da outra. Fomos na Cruz Del Sur, a mais indicada na internet e nos guias. Porém nós teríamos que ir de táxi até um outro terminal da empresa para embarcar. Decidimos procurar por uma outra empresa que fizesse o trajeto até Trujillo. Apesar de não haver rodoviária, na Avenida 28 de Julio e proximidades estão as principais companhias de ônibus... Compramos duas passagens para Trujillo por s/ 40,00 por pessoa em ônibus semi-leito na empresa de transportes Cromotex S.A.C. Estávamos preocupados com os riscos de se viajar de ônibus no país, mas o controle de segurança e a qualidade de atendimento da Cromotex é muito bom. De todos os passageiros são registradas as digitais, os rostos são filmados, passe-se por um pórtico de detecção de metais e os documentos são conferidos. A velocidade do ônibus não ultrapassou os 90 km/ h e há até serviço de bordo! Nosso jantar fornecido pela empresa foi sanduíche, pastelzinho e pudim... um chazinho de "manzanilla" também foi servido após o jantar. Chegamos à Trujillo às 7 horas da manhã seguinte.


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