sábado, 1 de fevereiro de 2014

Chavín de Huántar: Nos labirintos da maior e mais antiga cultura do Peru (05º Dia)


"cabeça Chavín" - Sítio Arqueológico Chavín de Huántar
Saímos às 9:00 da manhã de Huaraz para a visita às ruínas Chavín (2º Tour). Conforme combinado com Denis, esse era nosso segundo dia na região da Cordilheira Branca e uma van passou em nosso hotel para buscar-nos.  Nosso guia era o mesmo e haviam alguns turistas que já havíamos conhecido no dia anterior. Desta vez, seguimos na direção sul da cidade de Huaraz, contornando por um longo trecho o rio Santa. 


Roteiro 2º Tour em Huaraz (100 km) por s/ 50,00

Rio Santa (trajeto Huaraz à Chavín de Huántar)
No distrito de Ticapampa seguirmos em direção à Laguna Querococha (3.980 m altitude). Ali paramos para ver a lagoa, apreciar as montanhas com seus topos nevados e tomarmos mate de coca (ver postagem "Mate de Coca" ...) . Vimos as primeira "lhamas", sentimos o vento gelado da região andina e também a respiração ofegante numa pequena caminhada entre a estrada e a borda da lagoa.


Laguna Querococha (3.950 m)
Lhamas

Preparação para grandes altitudes na Laguna Querococha - Mate de Coca

Retornamos à van e seguimos nosso trajeto até chegarmos ao ponto mais alto do percurso, o Túnel de Kahuish há 4.516 m de altitude. Esse pequeno túnel dá acesso ao outro lado da montanha é como um portal de entrada ao distrito de Chavín de Huántar. A partir dele, a estrada que segue não tem pavimentação, mas estava razoavelmente conservada. Começamos a descer por curvas íngremes, rodeadas de penhascos e riachos que desciam das encostas. Tanta água que em alguns pontos formavam-se riachos que atravessavam a estrada. Boa parte da água daquele lado da montanha formam os rios que fazem parte da bacia do Rio Amazonas. 
Túnel de Kahuish, entrada ao distrito de Chavín de Huántar (altitude 4.516 m)
Ao chegarmos à entrada do sítio arqueológico compramos os bilhetes de acesso por s/ 10,00 por pessoa. Uma leve garoa começou a cair, mas seguimos o guia ao redor das ruínas da pirâmide para não perdermos a explicação sobre o local que era utilizado nas cerimônias do povo Chavín por volta de 1300 a.C. Sob o complexo, há canais que indicam o desvio do rio com o intuito de criar sons por meio da passagem da água por tais canaletas durante os rituais. Pudemos entrar na pirâmide e percorrer os misteriosos túneis subterrâneos. Internamente, as paredes de pedra são muito bem conservadas, corredores em forma de labirintos levam à pequenas salas enclausuradas. Cada sala possui um pequeno duto de ventilação próximo ao chão ligando à área exterior, porém não é possível ver nenhuma luz vinda de fora. No meio da pirâmide existe uma sala onde fica o principal monólito do complexo, o "Lanzón de Chavín", com 4 metros de altura, possui representações da trilogia andina. Do lado externo, há apenas uma "cabeça Chavín" que ainda adorna o Templo. 

ruínas Chavín
sítio arqueológico Chavín



Orifícios para passagem do som criado
pelas águas do rio desviado pelos Chavín


Entrada da galeria dos labirintos Chavín
Labirinto Chavín
Depois do almoço, fomos ao "Museo Nacional Chavín" que fica bem próximo do sítio arqueológico. Neste museu, construído com ajuda do governo do Japão, estão expostas inúmeras "cabeças Chavín" encontradas no sítio, além de outros artefatos também retirados de lá, como obeliscos entalhado com figuras míticas, dentre outros objetos de pedra.
Mercado Municipal em Huaraz - banca de vendas de frangos

Retornamos no meio da tarde para Huaraz e aproveitamos o restante do dia caminhando pelas ruas nos arredores do nosso hotel. Em frente ao local onde estávamos hospedados ficava o mercado municipal da cidade, com muitas bancas de venda de produtos típicos da região. É um local muito movimentado e barulhento, onde se vende e se vê de tudo... inúmeros cestos e sacos com cereais e folhas cultivadas nos Andes, bancas de carne onde as carcaças ficavam penduradas no lado externo do balcão, expostas sem qualquer refrigeração ou proteção, senhoras sentadas com cestos de pães vendendo o alimento enquanto faziam artesanato e cuidavam de seus filhos...  Lá compramos o pacote de folhas de coca que utilizaríamos no dia seguinte (um conselho do guia para nossa melhor adaptação à altitude no 3º Tour - Subida ao Nevado Pastoruri!).






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