domingo, 23 de março de 2014

Egito - onde tudo começa! Vídeo com apresentação das principais atrações turísticas no Egito


O vídeo abaixo descreve o Egito e nos instiga a conhecer o norte da África, o lar das civilizações mais antigas do mundo! Assistindo-o é possível ter noção e vislumbrar as principais atrações turísticas do país.




"In the beginning there was the sun
And the sun gazed upon a land
And chose it from among the others
And the land grew to be an empire
Destined to be cradle of civilization
And known as the mother of the world."



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sábado, 15 de março de 2014

O sobrevoo das Linhas de Nazca (09º Dia - 01/02)

Conforme combinado na noite anterior com a agenciadora de passeios que atende no hotel "El Mirador de Nazca", por volta das 7:40 da manhã um motorista numa van nos buscou para levar-nos ao passeio contratado. O dia amanheceu muito bonito, céu azul, sem nada de neblina. Perfeito para realizar um dos passeios mais aguardados da viagem: o sobrevoo das enigmáticas Linhas de Nazca, um dos maiores mistérios da humanidade! 


O aeroporto María Reiche Neuman fica a apenas 5 km da Plaza de Armas e levamos uns 10 minutos para chegar até lá de carro. Naquela hora já haviam muitas pessoas aguardando para fazer o sobrevoo. O aeroporto é bem pequeno e o motorista da van nos encaminhou direto para o guichê da empresa Aero Palcazu, onde os outros dois passageiros do avião já estavam prontos, só nos aguardando para embarcar. Para nossa surpresa, estes outros dois passageiros eram justamente o Gustavo e a Eliza, os brasileiros que conhecemos no dia anterior em Paracas durante o passeio às Ilhas Balletas (ver postagem Passeio de barco às Ilhas Ballestas). Foi uma grande coincidência, pois não havíamos combinado nada! Um atendente já nos levou para pagar a taxa de embarque, que é cobrada separadamente ao preço do voo, lá se vão mais s/ 25,00 por pessoa... 
Gustavo e Eliza: brasileiros que conhecemos em Ilhas Ballestas - Amizade que nasceu em Nazca!

Em sobrevoo Linhas de Nazca
A aeronave para o sobrevoo Linhas de Nazca
Plano de voo da companhia aérea "Aero Palcazu"

A aeronave tinha capacidade para apenas 4 passageiros, além do piloto e copiloto. Cada passageiro fica com uma janela pra ver as figuras e é necessário usar um fone durante o voo para o copiloto ir explicando e mostrando cada figura no deserto. No total passamos sobre 12 figuras principais, além dos aqueodutos. Também pudemos ver algumas figuras geométricas trapezoidais e inúmeras linhas aleatórias na areia. Gostamos muito mesmo deste passeio. São incríveis as figuras desenhadas naquele deserto! Várias delas com mais de 100 metros de comprimento, sendo que pelas suas dimensões se destacam o "Condor" que possui 136 metrose e o "Alcatraz" com cerca de 300 metros. Para melhor visualização, o piloto inclina o avião a quase 90° sobre cada uma das 12 figuras. Isso mesmo! Primeiro ele inclina para um dos lados, depois dá a volta e inclina para o outro lado. Você fica quase deitado de lado, apreciando pela janela os desenhos no deserto de Nazca. Antes de voltar ao aeroporto ele ainda passou sobre os caracóis de captação de água dos antigos aqueodutos do povo Nazca. Foram cerca de 30 minutos de duração para um passeio que ficará para sempre na lembrança. 

Plataforma de visão da rodovia Panamericana - "El Árbol (70 metros) y las Manos (45 metros)"

"la Araña" (46 metros)

"El Condor" (136 metros)

"El mono" (110 metros)

"El Colibri" (96 metros)
Aquedutos de Nazca (Aquedutos de Cantayac)
Como foi possível desenhos tão grandes e tão bem elaborados resistirem durante séculos nas areias do deserto? Quem os fez e com qual propósito? O que significam? Algumas explicações que nos foram passadas dão conta de que estas figuras fazem parte de um calendário utilizado pelo povo Nazca, onde cada figura representa um período ou ciclo. O mistério dessas linhas desperta a curiosidade e imaginação de pesquisadores desde o início do século XX, quando foram descobertas. Uma das figuras mais surpreendentes é a do "astronauta". O desenho é no formato de uma pessoa com cabeça e olhos grandes (segundo alguns estaria usando um capacete) acenando com uma das mãos. Esta é a única imagem que foi desenhada inclinada, em uma colina. Todas as demais estão no plano... No livro "Eram os deuses astronautas" de Erich Von Daniken as Linhas de Nazca fazem parte de um conjunto de evidências que corroboram a teoria de que no passado extraterrestres visitaram a terra...
"El Astronauta" (32 metros)
O valor pago pelo passeio (100 USD por pessoa) ficou na média do pesquisado pela internet antes da viagem. Na verdade, nosso plano inicial era irmos diretamente ao aeroporto de taxi para comprarmos o passeio lá, diretamente com as empresas aéreas. Mas como na noite anterior, chegamos tarde à cidade de Nazca e acabamos comprando com a agenciadora do hotel (ver postagem Oásis de Huacachina: Como chegar ao "Oasis de las Américas"). Vimos que existem diferentes tipos de aeronaves e de trajetos de voos, os mais baratos são para aviões com maior quantidade de passageiros, nos quais alguns acabam tendo que sentar na fileira do meio, sem acesso à janela. Desta forma, fica mais difícil de ver... Outro ponto que serve como critério para a escolha da companhia que realizará o voo é a quantidade de figuras sobrevoadas, que são reduzidas para os voos mais econômicos.

continua 9º dia em postagem Nas tumbas do Cemitério Chauchilla

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Mototaxi Peruano: Descolamento fácil, rápido e barato dentro das cidades peruanas



Se você visitar o Peru, não pode deixar de andar de mototaxi. No Brasil a palavra é utilizada para designar o transporte público individual de passageiro em uma moto. Porém no Peru, é possível o transporte de até duas pessoas, pois o mototaxi é uma motocicleta adaptada com carroceria e duas rodas traseiras. No caos do trânsito do país, em todos os lugares é possível ver esse tipo de veículo. O preço do deslocamento deve ser acertado previamente com o motorista e em geral é bem baixo. De Huacachina à Ica optamos por ir de mototaxi e o trajeto de aproximadamente 5 km ficou por s/5,00.

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De Paseo a Ica: vídeo em espanhol que apresenta o "O Oásis de Huacachina"





O vídeo abaixo foi produzido pela "Unidad de Producción de Contenidos para Televisión da Universidad de San Martin de Porres" e apresenta o "O Oásis de Huacachina".




fonte do vídeo: http://www.depaseo.usmp.edu.pe



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sábado, 8 de março de 2014

Oásis de Huacachina: Como chegar ao "Oasis de las Américas" (08º Dia - 02/02)




Regressamos do passeio às Ilhas Ballestas (ver postagem 8º Dia (01/02) - Ilhas Ballestas ...) e fomos direto ao hotel fazer o check-out para seguirmos ao Oásis de Huacachina, no deserto de Ica. Havíamos comprado o translado "Paracas-Ica-Huacachina", cerca de 1 hora de viagem (75 km), por s/ 25,00 por pessoa na agência "The Pacific". A cidade de Ica é considerada o centro vinícola do Peru. No terremoto que ocorreu no país em 2007, junto com Paracas (ver postagem 7º Dia - Paracas ...) e Pisco, foi uma das cidades mais afetadas. Alguns passageiros da van ficaram em Ica, então o tempo da viagem se estendeu por mais uns 30 min, pois o motorista precisou entrar na cidade e chegar a sua praça principal. Saindo da cidade, em pouco tempo chegamos à Huacachina, conhecido como "Oasis de las Américas", pois é o único que há em toda a América. Assim, no meio de dunas com mais de 100 metros de altura, estávamos diante de uma lagoa verde-esmeralda cercada de vegetação. No local há uma boa infraestrutura turística, com restaurantes, hostals e agências que vendem passeios de buggy com sandboard. Na primeira agência que paramos nos ofereceram este passeio do s/ 40,00 por pessoa. Decidimos primeiro almoçar, já que a saída dos passeios pelo deserto iniciam apenas após às 16 horas em razão do sol. 

Trajeto "El Chaco"/ Paracas - Ica - Huacachina (75 km)

Infraestrutura turística em Oásis de Huacachina
Localizamos um restaurante que nos ofereceu um preço muito bom. Voltamos a pedir o "Lomo Saltado" (ver postagem "Lomo Saltado" ...) que estava com um tempero ainda melhor do que àquele que havíamos comido em Lima. A dona do restaurante também nos ofertou o passeio de buggy por s/ 30,00, com saída às 16:30 h e duas horas e meia de duração. Fechamos com ela. Após o almoço, deixamos nossas mochilas no restaurante e deitamos em frente à lagoa pra descansar... 
Sombra, água e tranquilidade
no "Oásis de las Américas"

Descansando em Oásis de Huacachina



















Praça no Oásis de Huacachina
Mais tarde passeamos na feira de artesanato local e depois seguimos para o ponto de saída do passeio. Aguardamos alguns turistas quer iriam no mesmo buggy e seguimos além do oásis.  Depois de subir e descer diversas dunas de areia com buggy em alta velocidade, paramos para desce-las de prancha. Os solavancos são fortes e em certos momentos parece que o buggy vai capotar. Altamente recomendado que você esteja bem preso ao cinto de segurança... No sandboard, o instrutor passa as orientações iniciais e empurra a prancha com você duna abaixo... mas não se preocupe, o aprendizado acaba sendo por etapas, pois o sandboard inicia por uma duna grande, depois é realizado numa duna gigante e termina numa imensa... Nessa duna imensa, uma turista francesa que estava com a gente acabou se embolando na descida e sofreu alguns arranhões no rosto. É bom ter cuidado e seguir as orientações do guia!

Nosso buggy no passeio do deserto de Ica


Vista da cidade de Ica do deserto 
No deserto de Ica, ao fundo, a cidade de Ica
Sandboard no deserto de Ica

A descida de uma duna no deserto de Ica
A preparação para o Sandboard
 no deserto de Ica

Depois que todos retornaram para o buggy, seguimos para ver o por-do-sol no topo de uma das dunas que cercam o oásis. Um bom momento para aproveitar para brincar de Buzz Lightyear no deserto...

"Ao infinito...






 E além!"

Regressamos ao oásis, pegamos nossas mochilas no restaurante e fomos atrás de uma forma de chegar até Ica, pois neste mesmo dia pretendiamos dormir em Nazca. Passando pelas barracas de artesanatos encontramos um ponto de "mototaxi" (ver postagem "Mototaxi Peruano" ...). No Peru, mototaxi é uma motocicleta de três rodas, com teto, que é usada para deslocamento em pequenos trechos, com capacidade para dois passageiros. O trajeto oásis à cidade custou apenas s/ 5,00 e o motorista ainda nos deixou na empresa de ônibus que faz a rota "Ica-Nazca". Quando chegamos na empresa Soyuz, havia um ônibus com serviço local, por s/ 11,00 pessoa, com partida para Nazca em 20 min. Apesar dos diversos comentários que havíamos visto na internet salientando os perigos do transporte terrestre no Peru, a oferta era tão boa que optamos por este... na entrada do ônibus o senhor que conferia os bilhetes logo percebeu que não éramos peruanos e nos fez algumas recomendações em relação à bagagem, tais como, deixar sempre à vista, segurar firme, não utilizar o bagageiros sobre os bancos... efetivamente nenhum usuário do ônibus deixou a bagagem no bagageiro e sim mantiveram-na consigo sobre o colo. No entanto, um rapaz que estava no banco ao lado foi durante o trajeto utilizando o seu laptop bem tranquilo... De tempos em tempo o ônibus parava para subida e descida de passageiros, assim como um fiscal da empresa entrava para conferir os bilhetes. Chegamos à Nazca às 22:00 horas. No primeiro hotel que paramos todos os quartos estavam ocupados. Novamente seguimos a regra de ouro quando se está no Peru e não há nada reservado: "Dê um jeito de chegar na "Plaza de Armas" ou "Plaza Mayor"!". Fomos caminhando até a praça central e logo avistamos um hostel que havia sido indicado em um dos vídeos que assistimos previamente à viagem. Reconhecemos pela fachada... o quarto com "habitaciones matrimoniales" custava s/ 60,00 e s/ 5,00 por pessoa pelo "desayuno" (ver postagem "Desayuno Continental" ...). O dia estava indo tão bem que o atendente disse que havia uma guia no hostel que poderia nos orientar a respeito dos passeios na região e voo sobre as Linhas de Nazca. Àquelas horas da noite era tudo que precisávamos, pois sabíamos que para o voo precisávamos ter algo fechado logo cedo, pois os vôos só partem pela manhã. Cientes do preço médio, negociamos o primeiro valor apresentado pela guia e compramos o sobrevoo em Nazca por USD 100,00 por pessoa, com translado até o aeroporto María Reiche Neuman, num avião para apenas quatro passageiros. A guia acabou fazendo esse preço porque precisava fechar com mais duas pessoas, pois já havia acertado com outro casal e para o avião não partir com apenas dois passageiros, acabou aceitando o valor que propomos. Mas levamos desvantagem ao negociar o tour até o cemitério de Chauchilla, pois o passeio custou-nos s/ 70,00 por pessoa (muy caro!!). Fim do dia! Acordamos no balneário de "El Chaco" em Paracas, tomamos café de frente para o oceano Pacífico, visitamos as Ilhas Ballestas, almoçamos e descansamos no Oásis de Huacachina, nos divertimos no deserto de Ica e fomos dormir em Nazca... Reproduzindo parte da frase de minha grande amiga Adriana do blog "Amo Viagens" quando cita o clássico lema "Ao infinito... E além!" do Buzz ... "Hoje mais do que nunca queremos ir além, muito além dos lugares que conhecemos!"


Pôr-do-sol no deserto de Ica
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quarta-feira, 5 de março de 2014

Amor Amor: Uma das canções mais populares no Peru

Uma das músicas peruanas que mais ouvimos durante a viagem foi "Amor, Amor". Interpretada pelos irmãos Rodolfo e Diosdado Gaitan Castro, a letra tornou-se popular no Peru a partir da década de 90. De norte a sul do país, em lanchonetes, restaurantes, ônibus, táxis ou vans escutávamos os acordes e trechos da canção que segue abaixo. Ah! Para entender a razão pela qual a protagonista da canção está "tan indiferente", só assistindo o clip e para entender a parte final da música, só traduzindo "quéchua", o idioma dos incas.



"Amor, amor, que está sucediendo,
amor, amor, que te está pasando,
amor, amor, por qué te alejas,
por qué te muestras tan indiferente.

Por qué matarme de esta manera
sabiendo que eres el aire que respiro.
Por qué acabar años de ternura,
de comprensión, cariños y de besos.

Amor, olvida las ofensas... olvida cualquier error mío,
perdóname, amor, volvamos a ser los de antes,
acepta esta nueva luna de miel.

Amor, amor, quiero proponerte
nuevas vivencias, nueva luna de miel.
Amor, amor, salvemos lo nuestro.
Amor, amor, no me dejes morir.

Tú eres mi luz, tú eres mi alegría,
tú eres mi fe, mi único consuelo.
Amor, amor, que triunfe lo nuestro,
nuevas vivencias, nueva luna de miel.

Pajpatapas pitucuycuspa, yanan ripuutim
llaquitas taquin
chaynan sougollay wañuywañuyta
yawarta wajan yanan chincaptim."


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