sábado, 8 de março de 2014

Oásis de Huacachina: Como chegar ao "Oasis de las Américas" (08º Dia - 02/02)




Regressamos do passeio às Ilhas Ballestas (ver postagem 8º Dia (01/02) - Ilhas Ballestas ...) e fomos direto ao hotel fazer o check-out para seguirmos ao Oásis de Huacachina, no deserto de Ica. Havíamos comprado o translado "Paracas-Ica-Huacachina", cerca de 1 hora de viagem (75 km), por s/ 25,00 por pessoa na agência "The Pacific". A cidade de Ica é considerada o centro vinícola do Peru. No terremoto que ocorreu no país em 2007, junto com Paracas (ver postagem 7º Dia - Paracas ...) e Pisco, foi uma das cidades mais afetadas. Alguns passageiros da van ficaram em Ica, então o tempo da viagem se estendeu por mais uns 30 min, pois o motorista precisou entrar na cidade e chegar a sua praça principal. Saindo da cidade, em pouco tempo chegamos à Huacachina, conhecido como "Oasis de las Américas", pois é o único que há em toda a América. Assim, no meio de dunas com mais de 100 metros de altura, estávamos diante de uma lagoa verde-esmeralda cercada de vegetação. No local há uma boa infraestrutura turística, com restaurantes, hostals e agências que vendem passeios de buggy com sandboard. Na primeira agência que paramos nos ofereceram este passeio do s/ 40,00 por pessoa. Decidimos primeiro almoçar, já que a saída dos passeios pelo deserto iniciam apenas após às 16 horas em razão do sol. 

Trajeto "El Chaco"/ Paracas - Ica - Huacachina (75 km)

Infraestrutura turística em Oásis de Huacachina
Localizamos um restaurante que nos ofereceu um preço muito bom. Voltamos a pedir o "Lomo Saltado" (ver postagem "Lomo Saltado" ...) que estava com um tempero ainda melhor do que àquele que havíamos comido em Lima. A dona do restaurante também nos ofertou o passeio de buggy por s/ 30,00, com saída às 16:30 h e duas horas e meia de duração. Fechamos com ela. Após o almoço, deixamos nossas mochilas no restaurante e deitamos em frente à lagoa pra descansar... 
Sombra, água e tranquilidade
no "Oásis de las Américas"

Descansando em Oásis de Huacachina



















Praça no Oásis de Huacachina
Mais tarde passeamos na feira de artesanato local e depois seguimos para o ponto de saída do passeio. Aguardamos alguns turistas quer iriam no mesmo buggy e seguimos além do oásis.  Depois de subir e descer diversas dunas de areia com buggy em alta velocidade, paramos para desce-las de prancha. Os solavancos são fortes e em certos momentos parece que o buggy vai capotar. Altamente recomendado que você esteja bem preso ao cinto de segurança... No sandboard, o instrutor passa as orientações iniciais e empurra a prancha com você duna abaixo... mas não se preocupe, o aprendizado acaba sendo por etapas, pois o sandboard inicia por uma duna grande, depois é realizado numa duna gigante e termina numa imensa... Nessa duna imensa, uma turista francesa que estava com a gente acabou se embolando na descida e sofreu alguns arranhões no rosto. É bom ter cuidado e seguir as orientações do guia!

Nosso buggy no passeio do deserto de Ica


Vista da cidade de Ica do deserto 
No deserto de Ica, ao fundo, a cidade de Ica
Sandboard no deserto de Ica

A descida de uma duna no deserto de Ica
A preparação para o Sandboard
 no deserto de Ica

Depois que todos retornaram para o buggy, seguimos para ver o por-do-sol no topo de uma das dunas que cercam o oásis. Um bom momento para aproveitar para brincar de Buzz Lightyear no deserto...

"Ao infinito...






 E além!"

Regressamos ao oásis, pegamos nossas mochilas no restaurante e fomos atrás de uma forma de chegar até Ica, pois neste mesmo dia pretendiamos dormir em Nazca. Passando pelas barracas de artesanatos encontramos um ponto de "mototaxi" (ver postagem "Mototaxi Peruano" ...). No Peru, mototaxi é uma motocicleta de três rodas, com teto, que é usada para deslocamento em pequenos trechos, com capacidade para dois passageiros. O trajeto oásis à cidade custou apenas s/ 5,00 e o motorista ainda nos deixou na empresa de ônibus que faz a rota "Ica-Nazca". Quando chegamos na empresa Soyuz, havia um ônibus com serviço local, por s/ 11,00 pessoa, com partida para Nazca em 20 min. Apesar dos diversos comentários que havíamos visto na internet salientando os perigos do transporte terrestre no Peru, a oferta era tão boa que optamos por este... na entrada do ônibus o senhor que conferia os bilhetes logo percebeu que não éramos peruanos e nos fez algumas recomendações em relação à bagagem, tais como, deixar sempre à vista, segurar firme, não utilizar o bagageiros sobre os bancos... efetivamente nenhum usuário do ônibus deixou a bagagem no bagageiro e sim mantiveram-na consigo sobre o colo. No entanto, um rapaz que estava no banco ao lado foi durante o trajeto utilizando o seu laptop bem tranquilo... De tempos em tempo o ônibus parava para subida e descida de passageiros, assim como um fiscal da empresa entrava para conferir os bilhetes. Chegamos à Nazca às 22:00 horas. No primeiro hotel que paramos todos os quartos estavam ocupados. Novamente seguimos a regra de ouro quando se está no Peru e não há nada reservado: "Dê um jeito de chegar na "Plaza de Armas" ou "Plaza Mayor"!". Fomos caminhando até a praça central e logo avistamos um hostel que havia sido indicado em um dos vídeos que assistimos previamente à viagem. Reconhecemos pela fachada... o quarto com "habitaciones matrimoniales" custava s/ 60,00 e s/ 5,00 por pessoa pelo "desayuno" (ver postagem "Desayuno Continental" ...). O dia estava indo tão bem que o atendente disse que havia uma guia no hostel que poderia nos orientar a respeito dos passeios na região e voo sobre as Linhas de Nazca. Àquelas horas da noite era tudo que precisávamos, pois sabíamos que para o voo precisávamos ter algo fechado logo cedo, pois os vôos só partem pela manhã. Cientes do preço médio, negociamos o primeiro valor apresentado pela guia e compramos o sobrevoo em Nazca por USD 100,00 por pessoa, com translado até o aeroporto María Reiche Neuman, num avião para apenas quatro passageiros. A guia acabou fazendo esse preço porque precisava fechar com mais duas pessoas, pois já havia acertado com outro casal e para o avião não partir com apenas dois passageiros, acabou aceitando o valor que propomos. Mas levamos desvantagem ao negociar o tour até o cemitério de Chauchilla, pois o passeio custou-nos s/ 70,00 por pessoa (muy caro!!). Fim do dia! Acordamos no balneário de "El Chaco" em Paracas, tomamos café de frente para o oceano Pacífico, visitamos as Ilhas Ballestas, almoçamos e descansamos no Oásis de Huacachina, nos divertimos no deserto de Ica e fomos dormir em Nazca... Reproduzindo parte da frase de minha grande amiga Adriana do blog "Amo Viagens" quando cita o clássico lema "Ao infinito... E além!" do Buzz ... "Hoje mais do que nunca queremos ir além, muito além dos lugares que conhecemos!"


Pôr-do-sol no deserto de Ica
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3 comentários:

  1. Sensacional!! Parabens pela viagem e obrigado pelas dicas!!

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  2. boa noite !! Como faço para ir de Lima para esse local? estou um pouco perdida! obrigada.!

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    Respostas
    1. Olá! Existem varias maneiras de se chegar em Huacachina. No nosso caso estávamos seguindo o trajeto programado para chegar até Machu Picchu, então nós parávamos de cidade em cidade para fazer os passeios neste locais. Nós pegamos um ônibus em Lima e desembarcamos em Pisco, de lá fizemos alguns passeios e seguimos de ônibus também até Ica, que é a cidade ao lado do Oasis de Huacachina. Segue a postagem com a descrição:
      http://www.viajanteautonomo.com.br/2014/02/7-dia-paracas.html
      Voce pode também pegar um ônibus direto de Lima até o centro de Ica e de lá pegar um taxi até o Osásis. Dependendo de quantos dias vc tiver na sua viagem (se forem poucos dias)dá também para contratar um passeio com agencias locais em Lima, neste caso vc faria um "bate volta" com a agência, com transporte e guia. Tudo vai depender de quantos dias voce tem disponível e de quais passeios vai querer fazer na região além do passeio do Osásis de Huacachina. No blog a gente colocou o relato da viagem toda de 20 dias na sequência em que fizemos: "Relatos de Viagem - 20 Dias no Peru". Nestes relatos tem como chegamos em cada cidade e os passeios feitos. Qualquer dúvida pode me chamar no Facebook ou aqui mesmo no blog que eu lhe explico com mais detalhes. Obrigado por nos acompanhar!
      Denilson Valentini

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