domingo, 25 de maio de 2014

Como chegar à Jordânia



Muitos compram passagens para voos diretos até Amã, capital da Jordânia e de lá seguem até a cidade de Wadi Musa, onde está localizada Petra. No entanto, precisávamos de um caminho que ligasse o Egito à Petra via terrestre. Então o relato abaixo será muito interessante se você estiver no Egito ou em Israel e desejar fazer esse trajeto de forma autônoma. 

Do Egito à Jordânia
Lemos alguns relatos de mochileiros mas não eram muito recentes. Guias de viagem e demais postagens na internet também não eram muito claros quanto a isso. Nossa dúvida era qual o melhor trajeto para chegar até Wadi Musa levando em consideração custos, tempo de viagem e procedimentos de fronteira. Das pesquisas que fizemos concluímos que tínhamos as seguintes possibilidades: via ferry boat cruzando o Mar Vermelho (Nuweibaa no Egito à Aqaba na Jordânia) ou por terra seguindo até a cidade de Taba no Egito, atravessando a fronteira terrestre para Eilat em Israel e depois chegando até a fronteira entre Israel e Jordânia para chegar em Aqaba. Conversamos com o dono hostal em que estávamos hospedados em Dahab, última cidade visitada no Egito, que nos explicou os prós e contras das duas opções. Decidimos pela segunda opção. Neste caso foi preciso entrar brevemente em Israel, para depois chegar à Jordânia.

Trajeto do Posto de Fronteira de Taba - centro do balneário de Eilat - Terminal de Fronteira Yitzhak Rabin
Pegamos o ônibus das 10:30 h de Dahab até Taba (30 LE). O ônibus da East Delta Travel passou primeiro pelo porto de Nuweba onde desceu um turista japonês que iria fazer a travessia por ferry boat. Seguimos viagem com as lindas paisagens da península do Sinai e o mar do golfo de Aqaba e chegamos à Taba por volta das 13:30 h. Do ônibus conseguimos ver a ilha do Faraó onde há ruínas de um castelo dos Cruzados que servia para proteger a passagem dos peregrinos até a Terra Santa.

Terminal de Ônibus em Dahab, Egito
Vilarejos na península do Sinai
Formações rochosas da península do Sinai
Camelo na península do Sinai
Nuweiba, Egito
Castelo dos Cruzado na illa do Faraó, ao sul de Taba, no golfo de Aqaba
Para quem não sabe, Taba foi onde explodiu um ônibus de turistas sul coreanos a poucos meses atrás. Porém agora a situação nos pareceu mais tranquila, o exército está posicionado ao longo da rodovia e eles param os ônibus e veículos por varias vezes para revista e conferencia de documentos de todos os passageiros. Em Taba também não havia quase ninguém na rua. Caminhamos cerca de 800 m entre a estação de ônibus e o posto de controle de saída do Egito. Para sair do Egito paga-se somente 2 LE por um selo pra colar no formulário. Saída liberada, seguimos a pé ao posto de controle de Israel a cerca de 40 metros do posto da polícia de fronteira egípcia.

Taba, cidade egípcia que faz fronteira com Israel

Para entrar em Israel o controle é bem rígido. Passamos por umas 5 ou 6 etapas entre perguntas sobre o que faríamos no pais, quanto tempo iriamos ficar, onde iriamos ficar, se alguém pediu para levarmos alguma coisa na mala... Respondemos tudo bem tranquilamente em inglês e não tivemos problemas. As nossas mochilas foram revistadas por uma agente de segurança. Em pouco mais de 30 minutos já estávamos liberados. Entrada em Israel concluída com sucesso! Um detalhe é que não se paga nenhuma taxa para entrar em Israel. 

Eilat, cidade israelense que faz fronteira com o Egito e a Jordânia

Pedimos informação de como poderíamos chegar à fronteira com a Jordânia. Nos indicaram pegar um ônibus e seguir até o centro de Eilat e de lá pegarmos um taxi até a fronteira. Um taxi direto do terminal de fronteira sairia muito caro, já que estávamos a cerca de 10 km do centro da cidade. Depois de caminharmos uns 500 metros pela orla da praia percebemos que não tínhamos realizado o cambio do dinheiro de dólares por shekels, a moeda israelense. Voltamos ao Terminal de Fronteira de Taba e perguntamos a uma das agentes como poderíamos fazer essa troca. Ela deixou-nos voltar ao posto para trocar o dinheiro, porém o câmbio lá é bem desfavorável: 1 USD = 3,19 ILS. Não tivemos escolha, pois tínhamos que pegar o ônibus. Trocamos logo 100 USD. O balneário de Eilat tem lindas praias e grandes hotéis, sendo bastante frequentado por turistas israelenses e europeus. Pagamos 4,80 ILS cada um pelo ônibus e depois mais 40 ILS pelo taxi para chegarmos ao Terminal de Fronteira Yitzhak Rabin, a cerca de 7 km do centro da cidade. 
Dentro do ônibus
(trajeto Terminal de Fronteira de Taba ao centro Eilat)

Em Israel o fuso horário é de 1 hora a mais que no Egito, então quando olhamos o relógio já eram 4:30 h da tarde e nem havíamos chegado na fronteira com a Jordânia. Nos perguntamos se o japonês que havia seguido via ferry boat já teria chegado à Aqaba. O taxi nos deixou na fronteira com Aqaba. Para deixar Israel via terrestre pagamos 105 ILS por pessoa. Neste horário havia bastante turistas indo para a Jordânia, mas foi bem rápido passar pelo controle. Para entrar na Jordânia por Aqaba não se paga nenhuma taxa, somente para a saída do país (10 DIN por pessoa). Aproveitamos para trocar dinheiro na moeda local para as despesas com deslocamentos. Já eram 17:40 h quando enfim entramos na Jordânia. 

Trajeto entre o Terminal de Fronteira Yitzhak Rabin ao terminal de fronteira jordaniano
Durante a passagem pela fronteira conversamos com outros turistas que também estavam indo para Petra. Uma russa e um inglês se ofereceram para dividir um taxi conosco da fronteira até Wadi Musa. Outra alternativa seria pegar um taxi até o centro de Aqaba e de lá seguir ônibus à Wadi Musa. Definitivamente não sabíamos se naquele horário ainda encontraríamos ônibus... o taxi custou 60 DIN e dividido por quatro passageiros saiu apenas 15 DIN por pessoa. Não saiu caro, ainda mais se considerarmos o tempo e o conforto da viagem. No trajeto o taxista foi repassando informações sobre o país e parou numa loja de artesanatos. O trajeto até Wadi Musa é de cerca de 140 km. A turista russa convidou-nos para conhecer o hostel que ela havia reservado. Depois de visitar um outro que havíamos pesquisado na internet, decidimos ficar no hostel que ela indicou. Às 20:30 h já estávamos confortavelmente instalados hostal Peace Way em Wadi Musa. Não sabemos se o japonês que foi direto de Nuweiba no Egito à Aqaba conseguiu chegar naquele mesmo dia em Wadi Musa (Petra). Seria bom termos este relato também para comparar os custos e o tempo de deslocamento, mas não o reencontramos. Enfim, estávamos prontos para iniciar no dia seguinte nossa jornada em Petra.

Fim da tarde na Jordânia


As siglas utilizadas na postagem são:
USD = dólar americano. Esta é a moeda que vc deverá levar do Brasil, em espécie, para ir trocando em cada país. Cartões não são utilizados na região das fronteiras
LE = libras egípcias (1,00 USD = 7,00 LE) moeda oficial do Egito.
Por todo o Egito dificilmente vc vai encontrar locais que aceitem cartões.
ILS = new shekel (1,00 USD = 3,19 ILS) moeda oficial de Israel. Em Israel já é um pouco mais fácil achar locais que aceitem cartões, menos na fronteira onde deve-se utilizar dinheiro em espécie mesmo.
DIN = dinares (1,00 USD = 0,65 DIN) moeda oficial da Jordânia. Cartões também já são bem mais aceitos, menos na fronteira...

Seguem os valores citados na postagem:
ônibus de Dahab para Taba = 30 LE = 4,30 USD
selo p/ saída do Egito = 2 LE = 0,30 USD
ônibus da fronteira entre Taba e Eilat para o centro de Eilat = 4,80 ILS = 1,5 USD
taxi do centro de Taba p/ a fronteira com a Jordânia = 40 ILS = 12,50 USD
taxa de saída de Israel p/ entrar na Jordânia = 105 ILS = 33 USD
Taxi compartilhado de Aqaba na Jordânia até Wadi Musa (Petra) = 15 DIN por pessoa (taxi c/ 4 passageiros) = 23 USD

Taxa de saída da Jordânia na fronteira entre Aqaba e Eilat = 10 DIN = 15,40 USD


TOTAL = 90 USD (para 1 pessoa, com base no que nós gastamos fazendo estes deslocamentos)


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domingo, 18 de maio de 2014

No Egito, muito além das pirâmides



No Egito o destino mais conhecido são as pirâmides do Platô de Gizé, porém o país possui outras atrações tão belas e intrigantes. Templos, palácios, museus, relíquias históricas, cultura e religião. O país está repleto de locais para se visitar e vivenciar. A imagem abaixo indica a rota que fizemos, conforme descrição abaixo.

Roteiro de Viagem no Egito
Roteiro para 10 dias:
Chegamos ao Cairo, capital do Egito, em 31/03/2014 (Ponto A). Naquela madrugada fomos direto para Gizé (Ponto B) e ficamos hospedados de frente para as grandes Pirâmides. No dia seguinte levantamos acampamento e voltamos para o Cairo. Nos hospedamos nos arredores da principal praça da cidade, a Midan Tahrir e fomos conhecer o museu Egípcio, que possui o maior acervo de tesouros faraônicos do mundo. Na manhã do dia 02/04 saímos rumo à Cidadela (Al-Qalaa) fundada pelo líder muçulmano Saladino, para conhecer suas mesquitas e museu. A Mesquita de Mohammed Ali (século 19), localizada neste local, é um dos símbolos do Cairo. Depois seguimos para o bazar medieval Khan al-Khalili, local de venda de suvenires e especiarias no Cairo Islâmico. Naquela noite pegamos um voo até a capital do Egito Antigo, Tebas, atualmente nomeada como Luxor. Lá ficamos por três noites (Ponto C). Assim, vistamos na manhã do dia 03/04 o complexo de Karnak, onde está o Templo de Amom, e à tarde o Templo de Lúxor, construído pelos faraós Amenófis III e Ramsés II. Acordamos às 04 horas da manhã para sobrevoar de balão o Vale dos Reis no dia 04/04. No decorrer do dia voltamos à margem oeste do rio para entrar e visitar alguns túmulos no Vale dos Reis, dentre eles a tumba de Tutankamom, a qual ainda guarda o corpo do jovem faraó. Depois fomos ao templo da rainha Hatshepsut, ao templo mortuário de Mediet Habu construído por Ramsés III e no retorno paramos nos majestosos Colossos de Memnon. Na manhã do dia 05/04 acordamos dispostos a enfrentar uma aventura de trem entre Luxor e Aswan (Ponto D). A viagem de trem entre as duas cidades durou cerca de 3 horas, e à tarde fizemos o passeio de "feluca" no rio Nilo ao redor da Ilha Elefantina. Naquela noite dormimos pouco, pois às 3 horas da manhã do dia 06/04 iniciamos os preparativos para seguir com o comboio até Abu Simbel (Ponto E). No início da tarde voltamos para Aswan e à noite regressamos ao Cairo de avião (Ponto A). Na manhã do dia 07/04 partimos para Alexandria (Ponto F) e conseguimos chegar para o almoço na terra de Cleópatra VII, a rainha mais admirada do Egito. No fim da tarde caminhamos às margens do Mar Mediterrâneo até a nova Biblioteca Alexandrina. Hoje com uma arquitetura de vanguarda, outrora situada em outro local, foi a maior biblioteca da Antiguidade. Dia 08/04 decidimos explorar mais a cidade, fomos até ao anfiteatro romano Kom al-Dikka, ao Pilar de Pompeu, às Catacumbas de Kom ash-Shuqqafa e ao ponto onde estava localizado uma das Sete Maravilhas da Antiguidade, o Farol de Alexandria. No local hoje há o Forte Qaitbey. No fim da tarde iniciamos nosso trajeto até Dahab, balneário localizado na margem leste do deserto do Sinai. Na madrugada do dia 09/04 atravessamos o Canal de Suez, margeamos toda a península do deserto do Sinai, passamos pelo balneário de Sharm El Sheikh e desembarcamos em Dahab (Ponto G). À tarde fizemos um tour de quadriciclo pelo deserto, visitamos um acampamento beduíno e passeamos às margens do Mar Vermelho no Golfo de Aqaba. Na metade da manhã do dia 10/04 partimos em direção à Taba (Ponto H) para atravessarmos a fronteira do Egito com Israel, visando chegar à Jordânia.

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Viagem à Jordânia


Jordânia (Jordan)
A Jordânia fez parte de nossa viagem de 20 dias pelo Egito e Oriente Médio realizada em abril de 2014. Demos uma passada rápida no país somente para conhecer Petra e o deserto de Wadi Rum, também conhecido como "O Vale da Lua". Entramos e saímos pela fronteira terrestre de Aqaba, cidade ao extremo sul da Jordânia na divisa com a cidade israelense de Eilat. Foram apenas três dias na Jordânia, suficientes para conhecer um pouco deste maravilhoso país. Nas postagens seguintes vamos descrever como planejamos e fizemos essa viagem!


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Arequipa: "La ciudad blanca" do Peru (10º Dia)


A viagem entre as cidades de Nazca e Arequipa (570 km) foi bastante confortável. Pegamos um ônibus semi-leito da empresa Cruz Del Sur que saiu de Nazca por volta da meia noite. Quando o dia começou a clarear foi possível ver a grandiosidade do deserto costeiro do sul do Peru. Trechos imensos só de areia, montanhas rochosas e vales completamente secos. Ficamos apreciando pela janela do ônibus aquele visual deslumbrante. Em alguns momentos era possível ver bem distantes alguns picos nevados dos Andes. De repente alguns vilarejos no meio do nada. Como podiam as pessoas viverem ali isoladas em pequenas casas que mais pareciam caixotes de madeira?! Em vários trechos a estrada sobe por montanhas bem íngremes, porém não há pista dupla para ultrapassagens. Nestes pontos caminhões bem lentos representam um perigo, pois não há local seguro para ultrapassagens.

Trajeto Nazca - Arequipa (570 km)
Chegamos na estação rodoviária de Arequipa por volta das 10:30 da manhã. Enquanto eu pegava nossas "equipajes" do bagageiro do ônibus, a Estela encontrou ali mesmo uma agencia de viagens local que era da dona do hostal Santa Catalina. Não havíamos visto nada com antecedência para se hospedar em Arequipa. Concordamos em ir com ela até o centro da cidade para ver o hostal.
Catedral de Arequipa

Plaza de Armas de Arequipa
Arequipa é a segunda maior cidade do Peru, com cerca de 850 mil de habitantes é chamada "la ciudad blanca", pois as construções da época colonial foram construídas com uma rocha branca chamada Silar, de origem vulcânica, extraída nos arredores da cidade. Falando em vulcões, a cidade está localizada na fratura tectônica chamada "cadena del fuego" e possui uma série de vulcões. Dentre eles o "El Misti", com 5822 m de altitude. A arquitetura colonial espanhola, com seus casarões e igrejas, predomina no centro histórico da cidade. O Hostal Santa Catalina fica em um destes casarões antigos, local bem aconchegante, a duas quadras do convento com o mesmo nome no centro da cidade. Decidimos ficar ali mesmo. Um quarto de casal com banheiro privativo ficou em s/ 50,00. Quarto e banheiro coletivo ficaria por s/ 30,00 para duas pessoas. Após deixarmos as mochilas no quarto, saímos para almoçar. Ao redor da praça de Armas existem alguns restaurantes com comidas típicas e vista panorâmica da praça. Escolhemos um deles e almoçamos com o Gustavo e a Eliza ao som de música andina e saboreando o delicioso "Pisco Sauer", cortesia da casa.

Brinde com "Pisco Sauer"

Músicos Andinos
À tarde exploramos um pouco dos arredores do centro da cidade. Fomos até o Museu Andino, mas como não era o período de exposição da peça mais famosa do local, a múmia de "Juanita - a donzela de gelo", decidimos economizar s/ 20,00 por pessoa. O corpo da primeira múmia congelada de mulher dos Andes fica exposto apenas de maio a dezembro e nos outros meses é retirado para estudos em laboratório. A visita ao Monastério de Santa Catalina, um dos destaques da cidade, tem o custo para entradas de s/ 35,00 por pessoa. Então optamos por um passeio sem custos, a visita ao "Mirador de Yanahuara". Pedimos informações de como chegar e fomos caminhando mesmo. Ele está localizado a cerca de 2 km da "Plaza de Armas". No mirador, um conjunto de arcos construído de Silar, os visitantes tem vista privilegiada dos vulcões "El Misti", "Chachani" e "El Pichu Pichu". No local fica também a bela igreja de Yanahuara. A cidade cresceu e já existem alguns bairros logo na base das montanhas vulcânicas. O vulcão "El Misti" é considerado ativo, porém faz muito tempo que não entra em erupção. Estudos geológicos indicam que o Misti teve pelo menos 5 pequenas erupções no século XX, mas a última grande erupção ocorreu em 1870 (fonte: Wikipedia). É possível subir em uma expedição guiada para visitar a cratera, porém nos consolamos em ficar somente ali apreciando do mirador mesmo...

Placa do "Mirador de Yanahuara

Praça de Yanahuara
Arco do Mirador de Yanahuara


Igreja de Yanahuara
No final da tarde voltamos ao centro e andamos mais um pouco pelas ruas da cidade. Voltamos cedo ao hostal pois no dia (ou melhor, na madrugada) seguinte, faríamos o passeio de um dia ao Cânion Del Colca. Hora de descansar!

Fim de tarde em Arequipa - vista do terraço do hostal Santa Catalina

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sábado, 10 de maio de 2014

O Enigma dos Nazcas



O vídeo a seguir documenta o trabalho de Giuseppe Orefici, um arqueólogo italiano que desde 1982 explora as ruínas de Cahuachi. Situada à 28 km da cidade de Nazca, Cahuachi foi a capital cultural e religiosa da civilização Nazca. Lá estão enterrados arterfatos que podem desvendar o enigma das linhas de Nazca... 


fonte: youtube


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sábado, 3 de maio de 2014

Nas tumbas do Cemitério Chauchilla (09° Dia - 02/02)



No mesmo dia em que fizemos o sobrevoo das linhas de Nazca fomos visitar também o Cemitério Chauchilla, que fica nos arredores da cidade de Nazca. Na noite anterior, havíamos comprado os dois passeios com a mesma agenciadora no Hotel El Mirador de Nazca. Definitivamente não foi uma boa escolha fechar o passeio do cemitério com ela... percebemos que havíamos pago muito caro para um passeio que nós mesmos poderíamos ter feito sozinhos, somente pegando um táxi na rua. Era para termos ido ainda de manhã, mas na hora combinada para sair do hotel ela veio nos pedir para postergar para a tarde, porque houve algum problema com o motorista ou algo parecido. Bom, fazer o quê... Fomos dar um passeio pela cidade, almoçar, tirar alguma fotos na praça. Deu até pra cortar o cabelo em uma "peluqueria" na praça de Armas. Nosso ônibus para Arequipa só sairia às 23:00 h mesmo... 

Monumento com cerâmica Nazca

Praça da cidade de Nazca

Hotel El Mirador de Nazca

Às 15:00 h um carro passou nos pegar no hotel, junto com outras duas turistas belgas. Ao contrário do que pensávamos, o cemitério fica bem próximo da cidade. Na pressa em fechar a compra do voo na noite anterior, acabamos pagando absurdos s/ 70,00 por pessoa neste passeio ao cemitério. Um taxi sairia por s/ 50,00 (para até 4 pessoas...). Nem pensamos nisso na hora... O motorista, pelo menos, foi muito gente boa. Seu nome era Jeffrey. Ele nos contou que tinha alguém de quem gostava muito no Brasil. Além disso, fez trabalho de guia também, nos mostrando o local das tumbas e a história do sítio arqueológico de Chauchilla. O cemitério, na verdade, é uma exposição de ossos humanos montados para representar como os corpos foram enterrados na época (1000 a 1400 d. c.). A área toda era um grande cemitério no meio do deserto. Com o passar do tempo os saqueadores foram abrindo as covas e retirando os objetos de valor, deixando os ossos, cerâmicas e vestimentas espalhados pelo chão. Os pesquisadores pegaram este material espalhado para restaurar 12 túmulos que ficam abertos para exposição. Naquela tarde em que fomos lá estava ventando muito. O vento trazia muita areia junto, foi difícil ficar com os olhos abertos. Mesmo assim tiramos algumas fotos bem legais mostrando os túmulos. 
Zona Arqueológica de Chauchilla

Tumbas no cemitério de Chauchilla



Em cemitério de Chauchilla
Múmia de bebê em cemitério de Chauchilla
Em cemitério de Chauchilla

Em cemitério de Chauchilla

Múmias com pertences em cemitério de Chachilla

Depois do cemitério, tínhamos ainda uma parada em uma pequena fábrica artesanal de cerâmica Nazca para assistirmos uma demonstração de como eram feitas. Também iriamos passar em uma ourivesaria, para ver o processo de fabricação de jóias e ornamentos de ouro extraído das rochas trazidas das montanhas do deserto. Tentamos negociar com o motorista para trocar estes dois lugares por uma passada nos aquedutos, nem que tivéssemos que pagar um pouco a mais a ele, mas as turistas belgas não concordaram e acabamos indo nos dois lugares programados mesmo. Na volta ao hotel já era escuro. Ficamos aguardando na recepção até lá pelas 22:00 h quando fomos na estação de ônibus para seguir viajem pra Arequipa. Tínhamos fechado a diária do hotel ao meio dia e deixado a mochila maior na recepção. Vida de mochileiro não é fácil, as vezes é necessário economizar uma diária de hotel e viajar a noite para poder aproveitar o dia seguinte em outra cidade. Na metade da viagem já estávamos nos acostumando a esta rotina, felizes por termos conhecido tudo aquilo até alí, ansiosos para sabermos o que ainda nos esperava no restante da viagem. Na estação de ônibus reencontramos nossos amigos Gustavo e Eliza, que iriam seguir também para Arequipa. O ônibus atrasou e pudemos ficar conversando por um bom tempo, colocando em dia as histórias da viagem... 


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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Definindo o roteiro de viagem com as principais atrações turísticas do Egito

Grande parte do Egito é formado por desertos, mas a maioria da população vive perto da área mais verdejante do país, no vale e no delta do Nilo. Desta forma, nosso roteiro ficou bastante concentrado nas margens do rio Nilo que corre atravessando o país de sul (alto Egito) à norte (baixo Egito)... 


Chegamos muito perto da fronteira com o Sudão, ao sul do Egito. Estivemos diante do Mar Mediterrâneo no norte do país. Ficamos muito longe da Líbia à oeste, e afastando-se do rio com o objetivo de atravessar a fronteira com Israel, contornamos um dos desertos bíblicos mais conhecidos, o Sinai. O Egito é considerado um país com nação transcontinental, pois está situado no continente africano e parte de seu território fica também situado no continente asiático. Assim, atravessando o canal de Suez, cruzamos o túnel da rodovia que liga os dois continentes.


A imagem acima indica a rota que fizemos, conforme descrição abaixo. Para conhecer as possibilidades neste país, veja também a postagem Egito em destaque (assita antes da viagem) ... e os links sob o título "Grandes Civilizações (documentários para ver e rever depois da viagem)".

Roteiro para 10 dias com as principais atrações turísticas no Egito:
Chegamos ao Cairo, capital do Egito, em 31/03/2014 (Ponto A). Naquela madrugada fomos direto para Gizé (Ponto B) e ficamos hospedados de frente para as grandes Pirâmides. No dia seguinte levantamos acampamento e voltamos para o Cairo. Nos hospedamos nos arredores da principal praça da cidade, a Midan Tahrir e fomos conhecer o museu Egípcio, que possui o maior acervo de tesouros faraônicos do mundo. Na manhã do dia 02/04 saímos rumo à Cidadela (Al-Qalaa) fundada pelo líder muçulmano Saladino, para conhecer suas mesquitas e museu. A Mesquita de Mohammed Ali (século 19), localizada neste local, é um dos símbolos do Cairo. Depois seguimos para o bazar medieval Khan al-Khalili, local de venda de suvenires e especiarias no Cairo Islâmico. Naquela noite pegamos um voo até a capital do Egito Antigo, Tebas, atualmente nomeada como Luxor. Lá ficamos por três noites (Ponto C). Assim, vistamos na manhã do dia 03/04 o complexo de Karnak, onde está o Templo de Amom, e à tarde o Templo de Lúxor, construído pelos faraós Amenófis III e Ramsés II. Acordamos às 04 horas da manhã para sobrevoar de balão o Vale dos Reis no dia 04/04. No decorrer do dia voltamos à margem oeste do rio para entrar e visitar alguns túmulos no Vale dos Reis, dentre eles a tumba de Tutankamom, a qual ainda guarda o corpo do jovem faraó. Depois fomos ao templo da rainha Hatshepsut, ao templo mortuário de Mediet Habu construído por Ramsés III e no retorno paramos nos majestosos Colossos de Memnon. Na manhã do dia 05/04 acordamos dispostos a enfrentar uma aventura de trem entre Luxor e Aswan (Ponto D). A viagem de trem entre as duas cidades durou cerca de 3 horas, e à tarde fizemos o passeio de "feluca" no rio Nilo ao redor da Ilha Elefantina. Naquela noite dormimos pouco, pois às 3 horas da manhã do dia 06/04 iniciamos os preparativos para seguir com o comboio até Abu Simbel (Ponto E). No início da tarde voltamos para Aswan e à noite regressamos ao Cairo de avião (Ponto A). Na manhã do dia 07/04 partimos para Alexandria (Ponto F) e conseguimos chegar para o almoço na terra de Cleópatra VII, a rainha mais admirada do Egito. No fim da tarde caminhamos às margens do Mar Mediterrâneo até a nova Biblioteca Alexandrina. Hoje com uma arquitetura de vanguarda, outrora situada em outro local, foi a maior biblioteca da Antiguidade. Dia 08/04 decidimos explorar mais a cidade, fomos até ao anfiteatro romano Kom al-Dikka, ao Pilar de Pompeu, às Catacumbas de Kom ash-Shuqqafa e ao ponto onde estava localizado uma das Sete Maravilhas da Antiguidade, o Farol de Alexandria. No local hoje há o Forte Qaitbey. No fim da tarde iniciamos nosso trajeto até Dahab, balneário localizado na margem leste do deserto do Sinai. Na madrugada do dia 09/04 atravessamos o Canal de Suez, margeamos toda a península do deserto do Sinai, passamos pelo balneário de Sharm El Sheikh e desembarcamos em Dahab (Ponto G). À tarde fizemos um tour de quadriciclo pelo deserto, visitamos um acampamento beduíno e passeamos às margens do Mar Vermelho no Golfo de Aqaba. Na metade da manhã do dia 10/04 partimos em direção à Taba (Ponto H) para atravessarmos a fronteira do Egito com Israel, visando chegar à Jordânia.


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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Preparando a viagem ao Egito


Durante a preparação para a viagem, procuramos definir um bom trajeto para conhecer o país de norte a sul em 10 dias. A leitura do guia visual da Folha de São Paulo nos deu uma boa ideia do que existe em cada região do país. A partir daí, aprofundamos nossa pesquisa também na internet, lendo alguns relatos de viagem no site Mochileiros, entramos em contato com alguns colegas também mochileiros e assistimos muitos documentários no YouTube sobre a história do Egito. Além das pirâmides do platô de Gizé, uma das atrações mais conhecidas, o país está repleto de tesouros tão belos e intrigantes... Adquirimos nossas passagens para o Egito pela Ethiopian Airlines, verificamos a validade das nossas carteiras de vacinação internacional e renovamos nossos passaportes. Nosso roteiro ficou todo definido em uma planilha do excel. Seguro viagem em dia. Sem cartão pré-pago nesta viagem... pois a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) foi elevada em dezembro de 2013 de 0,38% para 6,38% pelo governo brasileiro e utilizar apenas dinheiro em espécie ficou sendo a opção mais barata. Sendo assim, a pesquisa de preços que fizemos pela internet foi essencial para determinação da quantidade de dinheiro que precisaríamos levar... Acompanhando o sobe e desce do valor do dólar, aos poucos fomos adquirindo o dinheiro necessário. Na publicação Welcome to Egypt! deixamos algumas informações e dicas aos mochileiros que querem se aventurar pelo Egito e comentamos sobre a necessidade da lanterna, protetor solar, chapéu e óculos escuros. Mas são itens indispensáveis também para mochileiros uma boa mochila cargueira, roupas leves, toalha de banho, tênis para trekking, um bom guia visual e máquina fotográfica.


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