domingo, 18 de maio de 2014

Arequipa: "La ciudad blanca" do Peru (10º Dia)


A viagem entre as cidades de Nazca e Arequipa (570 km) foi bastante confortável. Pegamos um ônibus semi-leito da empresa Cruz Del Sur que saiu de Nazca por volta da meia noite. Quando o dia começou a clarear foi possível ver a grandiosidade do deserto costeiro do sul do Peru. Trechos imensos só de areia, montanhas rochosas e vales completamente secos. Ficamos apreciando pela janela do ônibus aquele visual deslumbrante. Em alguns momentos era possível ver bem distantes alguns picos nevados dos Andes. De repente alguns vilarejos no meio do nada. Como podiam as pessoas viverem ali isoladas em pequenas casas que mais pareciam caixotes de madeira?! Em vários trechos a estrada sobe por montanhas bem íngremes, porém não há pista dupla para ultrapassagens. Nestes pontos caminhões bem lentos representam um perigo, pois não há local seguro para ultrapassagens.

Trajeto Nazca - Arequipa (570 km)
Chegamos na estação rodoviária de Arequipa por volta das 10:30 da manhã. Enquanto eu pegava nossas "equipajes" do bagageiro do ônibus, a Estela encontrou ali mesmo uma agencia de viagens local que era da dona do hostal Santa Catalina. Não havíamos visto nada com antecedência para se hospedar em Arequipa. Concordamos em ir com ela até o centro da cidade para ver o hostal.
Catedral de Arequipa

Plaza de Armas de Arequipa
Arequipa é a segunda maior cidade do Peru, com cerca de 850 mil de habitantes é chamada "la ciudad blanca", pois as construções da época colonial foram construídas com uma rocha branca chamada Silar, de origem vulcânica, extraída nos arredores da cidade. Falando em vulcões, a cidade está localizada na fratura tectônica chamada "cadena del fuego" e possui uma série de vulcões. Dentre eles o "El Misti", com 5822 m de altitude. A arquitetura colonial espanhola, com seus casarões e igrejas, predomina no centro histórico da cidade. O Hostal Santa Catalina fica em um destes casarões antigos, local bem aconchegante, a duas quadras do convento com o mesmo nome no centro da cidade. Decidimos ficar ali mesmo. Um quarto de casal com banheiro privativo ficou em s/ 50,00. Quarto e banheiro coletivo ficaria por s/ 30,00 para duas pessoas. Após deixarmos as mochilas no quarto, saímos para almoçar. Ao redor da praça de Armas existem alguns restaurantes com comidas típicas e vista panorâmica da praça. Escolhemos um deles e almoçamos com o Gustavo e a Eliza ao som de música andina e saboreando o delicioso "Pisco Sauer", cortesia da casa.

Brinde com "Pisco Sauer"

Músicos Andinos
À tarde exploramos um pouco dos arredores do centro da cidade. Fomos até o Museu Andino, mas como não era o período de exposição da peça mais famosa do local, a múmia de "Juanita - a donzela de gelo", decidimos economizar s/ 20,00 por pessoa. O corpo da primeira múmia congelada de mulher dos Andes fica exposto apenas de maio a dezembro e nos outros meses é retirado para estudos em laboratório. A visita ao Monastério de Santa Catalina, um dos destaques da cidade, tem o custo para entradas de s/ 35,00 por pessoa. Então optamos por um passeio sem custos, a visita ao "Mirador de Yanahuara". Pedimos informações de como chegar e fomos caminhando mesmo. Ele está localizado a cerca de 2 km da "Plaza de Armas". No mirador, um conjunto de arcos construído de Silar, os visitantes tem vista privilegiada dos vulcões "El Misti", "Chachani" e "El Pichu Pichu". No local fica também a bela igreja de Yanahuara. A cidade cresceu e já existem alguns bairros logo na base das montanhas vulcânicas. O vulcão "El Misti" é considerado ativo, porém faz muito tempo que não entra em erupção. Estudos geológicos indicam que o Misti teve pelo menos 5 pequenas erupções no século XX, mas a última grande erupção ocorreu em 1870 (fonte: Wikipedia). É possível subir em uma expedição guiada para visitar a cratera, porém nos consolamos em ficar somente ali apreciando do mirador mesmo...

Placa do "Mirador de Yanahuara

Praça de Yanahuara
Arco do Mirador de Yanahuara


Igreja de Yanahuara
No final da tarde voltamos ao centro e andamos mais um pouco pelas ruas da cidade. Voltamos cedo ao hostal pois no dia (ou melhor, na madrugada) seguinte, faríamos o passeio de um dia ao Cânion Del Colca. Hora de descansar!

Fim de tarde em Arequipa - vista do terraço do hostal Santa Catalina

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4 comentários:

  1. Olá! Será que me podes ajudar? Se tivesses de escolher entre ir a Huaraz ou Arequipa, qual escolhiaS?

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    1. Olá! Difícil escolha, mas vamos lá! Neste caso pesaria na decisão questões de tempo total disponível da viagem e a combinação com outros destinos que vc imperativamente irá fazer (logística de deslocamentos). Por exemplo, Arequipa fica mais próxima a Cusco e Machu Picchu, portanto é mais fácil combinar uma passagem por lá durante a viagem para Machu Picchu. Já Huaraz é mais ao norte, exige um tempo maior de deslocamentos, com um período de no mínimo 3 dias lá para aproveitar bem a região. Outra questão, Huaraz é região de cordilheira, altitude e Arequipa de cânions e vulcões.
      Eu iria para Huaraz, hehe. Mais opções de passeios, belas paisagens e menos procurada pelos turistas convencionais.

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  2. Bom dia! Se tivesses de escolher entre Arequipa e Huaraz, qual escolhias? obrigada

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    1. Olá! Difícil escolha, mas vamos lá! Neste caso pesaria na decisão questões de tempo total disponível da viagem e a combinação com outros destinos que vc imperativamente irá fazer (logística de deslocamentos). Por exemplo, Arequipa fica mais próxima a Cusco e Machu Picchu, portanto é mais fácil combinar uma passagem por lá durante a viagem para Machu Picchu. Já Huaraz é mais ao norte, exige um tempo maior de deslocamentos, com um período de no mínimo 3 dias lá para aproveitar bem a região. Outra questão, Huaraz é região de cordilheira, altitude e Arequipa de cânions e vulcões.
      Eu iria para Huaraz, hehe. Mais opções de passeios, belas paisagens e menos procurada pelos turistas convencionais.

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