sábado, 3 de maio de 2014

Nas tumbas do Cemitério Chauchilla (09° Dia - 02/02)



No mesmo dia em que fizemos o sobrevoo das linhas de Nazca fomos visitar também o Cemitério Chauchilla, que fica nos arredores da cidade de Nazca. Na noite anterior, havíamos comprado os dois passeios com a mesma agenciadora no Hotel El Mirador de Nazca. Definitivamente não foi uma boa escolha fechar o passeio do cemitério com ela... percebemos que havíamos pago muito caro para um passeio que nós mesmos poderíamos ter feito sozinhos, somente pegando um táxi na rua. Era para termos ido ainda de manhã, mas na hora combinada para sair do hotel ela veio nos pedir para postergar para a tarde, porque houve algum problema com o motorista ou algo parecido. Bom, fazer o quê... Fomos dar um passeio pela cidade, almoçar, tirar alguma fotos na praça. Deu até pra cortar o cabelo em uma "peluqueria" na praça de Armas. Nosso ônibus para Arequipa só sairia às 23:00 h mesmo... 

Monumento com cerâmica Nazca

Praça da cidade de Nazca

Hotel El Mirador de Nazca

Às 15:00 h um carro passou nos pegar no hotel, junto com outras duas turistas belgas. Ao contrário do que pensávamos, o cemitério fica bem próximo da cidade. Na pressa em fechar a compra do voo na noite anterior, acabamos pagando absurdos s/ 70,00 por pessoa neste passeio ao cemitério. Um taxi sairia por s/ 50,00 (para até 4 pessoas...). Nem pensamos nisso na hora... O motorista, pelo menos, foi muito gente boa. Seu nome era Jeffrey. Ele nos contou que tinha alguém de quem gostava muito no Brasil. Além disso, fez trabalho de guia também, nos mostrando o local das tumbas e a história do sítio arqueológico de Chauchilla. O cemitério, na verdade, é uma exposição de ossos humanos montados para representar como os corpos foram enterrados na época (1000 a 1400 d. c.). A área toda era um grande cemitério no meio do deserto. Com o passar do tempo os saqueadores foram abrindo as covas e retirando os objetos de valor, deixando os ossos, cerâmicas e vestimentas espalhados pelo chão. Os pesquisadores pegaram este material espalhado para restaurar 12 túmulos que ficam abertos para exposição. Naquela tarde em que fomos lá estava ventando muito. O vento trazia muita areia junto, foi difícil ficar com os olhos abertos. Mesmo assim tiramos algumas fotos bem legais mostrando os túmulos. 
Zona Arqueológica de Chauchilla

Tumbas no cemitério de Chauchilla



Em cemitério de Chauchilla
Múmia de bebê em cemitério de Chauchilla
Em cemitério de Chauchilla

Em cemitério de Chauchilla

Múmias com pertences em cemitério de Chachilla

Depois do cemitério, tínhamos ainda uma parada em uma pequena fábrica artesanal de cerâmica Nazca para assistirmos uma demonstração de como eram feitas. Também iriamos passar em uma ourivesaria, para ver o processo de fabricação de jóias e ornamentos de ouro extraído das rochas trazidas das montanhas do deserto. Tentamos negociar com o motorista para trocar estes dois lugares por uma passada nos aquedutos, nem que tivéssemos que pagar um pouco a mais a ele, mas as turistas belgas não concordaram e acabamos indo nos dois lugares programados mesmo. Na volta ao hotel já era escuro. Ficamos aguardando na recepção até lá pelas 22:00 h quando fomos na estação de ônibus para seguir viajem pra Arequipa. Tínhamos fechado a diária do hotel ao meio dia e deixado a mochila maior na recepção. Vida de mochileiro não é fácil, as vezes é necessário economizar uma diária de hotel e viajar a noite para poder aproveitar o dia seguinte em outra cidade. Na metade da viagem já estávamos nos acostumando a esta rotina, felizes por termos conhecido tudo aquilo até alí, ansiosos para sabermos o que ainda nos esperava no restante da viagem. Na estação de ônibus reencontramos nossos amigos Gustavo e Eliza, que iriam seguir também para Arequipa. O ônibus atrasou e pudemos ficar conversando por um bom tempo, colocando em dia as histórias da viagem... 


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