sábado, 28 de junho de 2014

Quanto custa para visitar Petra





Quem não lembra do filme "Indiana Jones e a Última Cruzada" quando Harrison Ford, quase no final do filme, cavalga por um desfiladeiro até chegar em um magnífico templo esculpido na face de uma montanha. Lembro de quando era criança e ví esta cena pela primeira vez, aquilo despertou uma imensa curiosidade. Afinal um lugar tão incrível e exótico como aquele não parecia ser de verdade... Onde fica isso? Existe mesmo este lugar? Infelizmente, naquela época não existia internet para obtermos uma resposta imediata. Então demorou ainda um bom tempo para passar na TV uma reportagem que me fez saber que se tratava de Petra, na Jordânia. A fachada daquele templo era mesmo toda entalhada na rocha e o desfiladeiro para se chegar lá também existia. A única coisa que me frustrou um pouco foi saber que não havia nada lá dentro como contado no filme... mas isso não tirou a vontade de um dia conhecer este lugar. O filme de Steven Spielberg mostrou apenas uma pequena parte de Petra. O "Tesouro", nome do templo que apareceu no filme é apenas uma das inúmeras construções que os Nabateus fizeram na região entre os séculos III a.c e I d.c. Tivemos que caminhar muito para realizar esse "sonho de infância", mas confesso que superou todas as minhas expectativas... Wadi Musa é o nome oficial da cidade que você deve ir para visitar Petra. Chegamos lá na noite anterior vindos do Egito (ver postagem Como chegar à Jordânia). A cidade é pequena, mas oferece uma boa estrutura para receber os turistas. Possui muitas opções de hospedagem, serviços, restaurantes, mercados, etc. Acordamos bem cedo para tomar café e logo seguir para a visita de um dia à Petra. Antes fui procurar por algum mercado para comprar água e mantimentos para passar o dia. Encontrei apenas um mercadinho aberto às 6:30 da manhã, foi lá mesmo que abasteci minha mochila. Ainda bem que sobraram algum Dinares que eu troquei no dia anterior. Falando na moeda jordaniana, preparem-se para uma forte valorização dela, além de preços altos de praticamente tudo. Só para comparar, enquanto no Egito a gente trocava 1 USD por 7 LE, câmbio praticamente tabelado no país inteiro, na Jordânia 1 USD dava entre 0,64 a 0,70 DIN dependendo do local. Após o café seguimos para a entrada de Petra, que fica a cerca de 2 Km do centrinho de Wadi Musa. Era possível ir a pé, mas o atendente do hostal falou que conseguiria transporte free pra lá, então ele saiu na rua, fez um sinal com a mão para os carros que passavam. Um dos carros parou e ele conversou algo em árabe e fez um gesto para embarcarmos. O carro nos deixou no centro de visitantes, entrada do parque arqueológico de Petra. As entradas são vendidas com pagamento em Dinar apenas, mas eles aceitam cartão de crédito também. A entrada de um dia custa 50 DIN por pessoa; para visitas de 2 dias eles cobram 55 DIN e para 3 dias 60 DIN. Na verdade eles incentivam que as pessoas passem mais tempo lá cobrando ingressos proporcionais ao tempo de visita. No centro de visitantes tem uma casa de câmbio para trocar dólares pela moeda local. Há também inúmeras pessoas que trabalham como guias oficiais, falando diversos idiomas. Caso queiram contratar algum, o preço é tabelado em 50 DIN por um trajeto pré definido. Paguei os ingressos com cartão de crédito e decidimos não contratar nenhum guia. Iniciamos o trajeto à pé em Petra com nosso livro guia embaixo do braço.

Continua em: Visitando Petra - parte 1/2


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domingo, 15 de junho de 2014

Deuses e Demônios no Egito



No Egito antigo a vida era agradável, mas cheia de perigos inexplicáveis. Para entender seu universo os egípcios converteram suas esperanças e temores em uma série de divindades. Esse documentário produzido por John Gwyn para S4C em associação com a Discovery Channel e Lá Cinquième apresenta o impacto que os deuses e deusas tinham na sociedade da época, a dualidade de cada ente, o culto aos animais, amuletos e crenças egípcias. 


fonte: youtube


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O sangue do deus sol - documentário sobre a exploração e conquista do império Inca



Em 1532 Francisco Pizarro desembarcou na região de Tumbes, cidade à noroeste do Peru, com um pequeno grupo de homens em busca de ouro e glória. Guiados pela cobiça e com ordens do rei da Espanha para difundir a palavra de Deus, iniciaram a conquista do império Inca e mudaram o curso da história sul americana. Neste documentário da Discovery Channel registra-se o período de conquista e exploração do do império Inca pelos espanhóis desde a invasão até a execução do rei Atahualpa.


fonte: youtube



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Os segredos ocultos do Museu Egípcio do Cairo




O vídeo abaixo é apresentado pelo egiptólogo Zahi Hawass e mostra os segredos do Museu Egípcio do Cairo. Neste museu há a maior exposição mundial da cultura egípcia antiga. O lugar foi projetado para acomodar cerca de 20.000 objetos, mas atualmente possui mais de 200 mil peças. Algumas dessas peças estão expostas nas suas galerias superiores, mas há muitas que ficam num complexo de corredores subterrâneos no porão do museu. Vale a pena assistir os primeiros 28 minutos do vídeo. Na sequencia há algumas entrevistas sobre os projetos de abertura de novos museus no país e planos de armazenamento e catalogação das peças que mesmo sob o museu, ainda são desconhecidas.


fonte: youtube


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sábado, 14 de junho de 2014

Um dia no Museu Egípcio e centro do Cairo


No segundo dia no Egito fomos conhecer o famoso Museu Egípcio do Cairo e seus arredores no centro da cidade. Logo no inicio da manhã pegamos um taxi que nos levou da região das pirâmides de Gizé, local onde estávamos hospedados na noite anterior, até o centro do Cairo. Pedimos ao Thomas que nos indicasse algum hostal na região central da cidade, que fosse perto do museu, o que facilitaria os passeios que iríamos fazer nos próximos dois dias. O taxi nos custou 50,00 LE pelo trajeto de aproximadamente 22 Km. Pelo caminho finalmente conhecemos a cidade caótica de que tanto ouvimos falar: transito intenso, bastante lixo pelas ruas e córregos, prédios inacabados, pessoas e mais pessoas dispersas pelas ruas, barracas de comércio de rua sob os viadutos onde se vende um pouco de tudo. O taxi nos deixou em frente ao Dahab Hostal, indicação do Thomas. O hostal fica no terraço de um prédio comercial muito antigo em uma rua próxima ao Museu e a uma quadra da praça Midan Tallat Harb, região bastante movimentada, próximo de lojas, restaurantes e de tudo mais que um turista precisa. Subimos para conhecer o local e decidimos ficar hospedados ali mesmo. Aliás, recomendo muito este local para quem procura um hostal para mochileiros no centro do Cairo. Não só do ponto de vista funcional, mas principalmente pela sensação de não estar sendo explorado ou induzido a gastar a mais, o que ocorre muito com os turistas por todo o país. Em todos os locais em que ficamos na viagem eu somente recomendo 100 % um hostal neste sentido em dois locais, um é o próprio Dahab Hostal e o outro é o Sherief Bob Marley em Luxor. Deixamos as mochilas no quarto e fomos comer algo na rua, conhecemos o Kazaz, um bom restaurante que serve um pouco de tudo, desde o café da manhã, refeições e lanches. Local limpo e agradável, bom atendimento e não é caro. Outro diferencial é que o cardápio também está em inglês... Após isso, fomos caminhando em direção ao Museu. Já eram quase 11:00 da manhã. Pelo caminho algumas lojas de lembrancinhas para turistas e algumas pessoas que ficam circulando inventando alguma história para te induzir a entrar nestas lojas.  

Praça Midan Talaat Harb no centro do Cairo


Nas proximidades no museu também fica a famosa praça Midan Tahrir, palco das violentas manifestações e confrontos entre as forças de segurança do governo egípcio e a população que era contra o regime ditatorial em que o país se encontrava. Em 2011 centenas de manifestantes foram mortos neste local durante os protestos. Vimos algumas cercas de arame mantidas nas laterais das ruas em torno da praça, prontas para serem utilizadas para bloqueio de ruas pela polícia em caso de novos tumultos. Mas o que mais nos impressionou foram os tanques do exercito posicionamos bem na entrada do Museu. Dezenas de veículos militares e soldados prontos para atuar. Segundo o que nos falaram, hoje eles ficam lá principalmente para a proteção do museu, já que durante os protestos mais violentos algumas pessoas invadiram o local e saquearam algumas peças da coleção.



Posicionamento militar em frente ao Museu do Cairo, ao fundo a Torre do Cairo

Para entrar no museu paga-se um ingresso de 75 LE por pessoa. Não pode tirar foto de nada lá dentro, infelizmente... inclusive as câmeras fotográficas e mochilas devem ser deixadas em um guarda volumes ao lado da bilheteria. Se quiser pode contratar um dos guias que ficam na entrada do local para te acompanhar na visita, o preço vai variar conforme o idioma desejado e a negociação.


Esfinge no jardim do Museu Egípcio do Cairo

Entrada Principal do Museu Egípcio do Cairo
Lá dentro tudo impressiona muito. Tanto pela quantidade de artefatos quanto pelo valor histórico dos mesmos. Tudo o que você aprendeu na escola ou assistiu na Tv em documentários e filmes sobre o Egito antigo pode ser visto na prática com detalhes lá dentro. Peças originais trazidas de todos os cantos do país por exploradores, arqueólogos e historiadores que se dedicaram ao estudo da egiptologia. O prédio atual do museu foi inaugurado em 1902, possui cerca de 120.000 itens expostos nos seus dois andares. Dentre eles os mais famosos são, sem dúvida, todo o tesouro do faraó Tutancâmon, encontrado intacto em sua tumba pelo explorador inglês Howard Carter em 1922. Conta-se que milhares de outros objetos ainda estão guardados nos porões do museu. Mesmo em um dia inteiro não seria possível ver em detalhes tudo o que se encontra exposto lá. Estávamos com nosso livro guia visual do Egito que contém algumas páginas dedicadas ao museu, por isso decidimos entrar e seguir por conta própria, sem guia. Fomos primeiro aos salões das múmias reais. São duas salas onde estão expostas 22 múmias de faraós mantidas em câmaras de vidro. Todas elas com mais de 3.000 anos, ainda muito bem conservadas por sinal. O poderoso faraó Ramsés II é um dos que repousam nesta sala. Para ter acesso a estes salões, paga-se 100 LE (ingresso separado da entrada do restante do museu). Vale muito a pena, recomendamos! 


Bilhetes para entrada no Museu Egípcio e Salões das Múmias Reais 
Apesar de todo o tesouro de Tutancâmon ficar exposto permanentemente no Museu Egípcio, a múmia do jovem faraó Tutancâmon não se encontra exposta lá. Seu corpo está mantido dentro de sua tumba no Vale dos Reis em Luxor. A boa notícia é que não precisa pagar taxas extras para conhecer o  tesouro, o ingresso para acesso ao museu é o suficiente. Não sendo permitido tirar fotos de dentro do museu, não teríamos como descrever como ficamos impressionados com a grandeza de detalhes de todos os objetos do Tutancâmon expostos lá. Desde objetos cotidianos como roupas, utensílios de cozinha, camas, leques, até as impressionantes máscaras funerais feitas em ouro puro. Tronos, carruagens de gerra, esculturas... Na postagem "Os segredos ocultos do Museu Egípcio do Cairo" é possível ter uma noção do tesouros abrigados neste lugar.
Máscara mortuária de Tutancâmon

Continuamos pelas galerias do museu procurando os destaques conforme indicação do nosso livro guia, porém vimos que perderíamos muito tempo se continuássemos por conta própria. Fomos até a entrada e contratamos uma guia que falava espanhol. Seguimos com ela dentro do museu por mais uma hora e meia aproximadamente, até as 17:00 h quando o museu fechou. Foi bom tê-la contratado somente depois de ter uma visão geral do museu sozinhos, pois pudemos focar as explicações somente no mais importante e nas alas que ainda não havíamos visto.

Outras atrações imperdíveis do Museu Egípcio do Cairo:
  • Paleta de Narmer (3100 a. C), é o documento histórico mais importante de toda a história do Egito, com o registro da criação na nação;
  • Salão Amarna: estátuas e artefatos pertencentes ao reinado do faraó Akhenaton;
  • Estátuas do príncipe Rahotep e Nofret;
  • Estátua de Ka-Aper;
  • Jóias do antigo Egito;
  • Animais mumificados

Na saída do museu decidimos contratar nossa guia para ir conosco ao Cairo Islâmico no dia seguinte. Naquele dia fomos os únicos clientes dela... conforme comentamos em publicações anteriores, houve uma queda muito grande de turistas no Egito em razão das manifestações e instabilidade política. Infelizmente o turismo é a principal fonte de renda na país. Tiramos mais algumas fotos com os tanques e soldados posicionados em frente ao museu e seguimos em direção ao nosso hostal. Pretendíamos visitar a Torre do Cairo, mas estava fechada.

Rua em frente à entrada principal do Museu Egípcio do Cairo
Após sairmos do museu, já bastante cansados, retornamos ao hostal para descansar um pouco. Novamente desviamos dos carros e de algumas pessoas que tentavam nos levar para algum lugar. O início da conversa é sempre muito parecido com frases simples que você acaba respondendo:  "Were are you from?!... Do you want a taxi?!... You look like an Egyptian!... Do not go this way, is dangerous! I´m go with you! ... I know a store that only sells things allowed by government!...  Assim que você começar a responder vai entrar numa conversa e acabar comprando alguma coisa com um valor muito além do que ela vale ou sendo levado para algum lugar remoto. Tome cuidado!

Trânsito nas ruas do Cairo, o grande desafio é atravessar a sua sem sinalização
À noite retornamos para caminhar pelas ruas do centro. A quantidade de pessoas nas ruas parecia ter triplicado, mas a sensação de segurança é indescritível... não havia aquele medo de ser assaltado como ocorre em muitas cidades aqui no Brasil. Então aproveitamos para ver vitrines, comer alguma coisa e observar as diferenças e semelhanças culturais...

... Provavelmente é o livro "Os 7 Hábitos da Pessoas
Altamente Eficazes" em árabe...
Trânsito à noite no centro do Cairo



Cinema no centro do Cairo
Vendedores ambulantes
nas ruas do centro do Cairo
À noite, no centro do Cairo



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domingo, 8 de junho de 2014

Reportagem no Peru: Cânion do Colca






O programa abaixo é apresentado por Manolo del Castillo na "TV Perú". Trata-se de um programa de turismo e aventura, obviamente que em espanhol, no qual é possível conhecer as regiões turísticas do Peru. Dentro da galeria de vídeos, segue abaixo os que foram gravados no Cânion do Colca, no centro sul do país. Partindo de Arequipa ele chega à Chivay, cidade base para visitar os povoados de Yanque, Lari, Madrigal, Sibayo, Callalli e Maca. Dentre as atrações do cânion do Colca, Manolo passa pela Reserva Nacional de Salinas - Aguada Blancas, Mirador de Los Andes, a Fortaleza de Chimpa, os banhos termais de La Calera, Los Castillos Encantados de Callalli, La Ventana del Colca e o mirador de La Cruz del Condor.


fonte: youtube/ http://www.tvperu.gob.pe/reportajealperu.html


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sábado, 7 de junho de 2014

Cânion do Colca: visitando o cânion mais profundo da Terra




Fomos acordados às 3:20 da manhã por alguém batendo na porta do nosso quarto e gritando: "Cânion Del Colca...". Ops...perdemos a hora! Havíamos adquirido o passeio ao Cânion ali mesmo no Hostal Santa Catalina, no dia anterior. O passeio de um dia parte de Arequipa por volta das 3 h da madrugada, as vans e ônibus passam nos hotéis pegando as pessoas neste horário. Meu celular havia despertado as 2:40 mas quem disse que acordamos...O pior era que eu fiquei responsável de acordar também os nossos amigos Gustavo e a Elisa que estavam hospedados em outro quarto do hostal e também fariam o mesmo passeio. Saímos correndo nos vestindo, pegando as coisas pra por na mochila. Ainda bem que o motorista nos esperou, meio descontente conosco pelo atraso, mas fazer o quê... Seguimos viagem rumo a cidade de Chivay, cerca de 170 km de distância de Arequipa. Chegamos lá por volta das 8:00 da manhã para tomar o "desayuno", já incluso no preço do passeio. Seguimos com a van por mais uns 40 minutos por estradas de terra no interior do município de Chivay até chegarmos na Cruz del mirador, principal ponto de observação do Cânion e do voo dos condores.

Roteiro Arequipa - Cânion do Colca
O Colca é considerado o cânion mais profundo da Terra. Possui 3.400 metros de profundidade entre o ponto mais alto e o fundo do vale. Realmente uma belíssima paisagem que nos impressionou muito pela sua grandeza. As montanhas a nossa frente formavam um paredão imenso, gigantesco, e o fundo do vale não era possível ser visualizado do mirador. O tempo estava bom, céu azul, temperatura agradável. Dezenas de pessoas já estavam lá naquele horário aguardando o espetáculo que estava prestes a começar: o voo dos Condores.

Chegada ao Cânion do Colca

Cânion do Colca

Cânion do Colca

Não demorou muito e eles começaram a voar, ou melhor, a planar no ar. Essas imensas aves que chegam a medir 3 metros entre asas, aproveitam as correntes de ar quente e ficam planando no ar. O condor era considerado como uma ave sagrada e estava associado a todas as grandes culturas pré-colombianas (Nazca, Wari, Tiahuanaco, entre outras). Na trilogia andina, representada pelo condor, puma e serpente, o condor era o guardião do mundo dos espíritos. Os condores fazem seus ninhos nas encostas dos precipícios do Cânion e durante as manhãs saem para dar o espetáculo. "La Cruz del Condor" - no ponto mais alto do cânion "del Colca", a cruz tem vista para os enormes condores que sobrevoam o vale. Demos sorte de ver eles voando por mais de uma hora sem parar, diversos deles.  Foi realmente inesquecível.




La Cruz del Condor

Existem outros passeios de dois ou mais dias pela região, em alguns deles é possível fazer trekking pelas trilhas ao longo do Cânion e vivenciar mais de perto as belas paisagens. No hostal em Arequipa nos ofereceram estes passeios, mas optamos pelo de um dia somente pois tínhamos que seguir a viagem. Na volta a van foi parando em outros locais ao longo da estrada, primeiro em um mirador onde é possível ver os terraços agrícolas nas encostas das montanhas. O sistema de plantação é praticamente o mesmo da época dos Incas. 

Terraços do vale do Colca

Nós com Gustavo e Eliza no mirante para os terraços agrícolas do vale do Colca


Túnel e rio do Colca


Terraços agrícolas do vale do Colca
Paramos também em Maca, cidadezinha que leva o nome de um tipo de batata peruana muito conhecida pelos seus poderes medicinais. Em Maca paramos para ver uma feirinha de artesanatos e tirar foto com uma águia.


Uma das fotos típicas no Peru: "la foto con el águila" no povoado de Maca

Povoado de Maca no vale do Colca

el águila

Igreja de Santa Ana de Maca

No interior da igreja de Santa Ana de Maca

Em povoado de Maca - Centro sul do Peru

Almoçamos em Chivay, desta vez a refeição não era inclusa no preço do passeio. Ao redor da praça de armas existem alguns pequenos restaurantes com comidas típicas da região. Qualquer coisa com carne lá, será de lhama... Nossa amiga Eliza tentou escapar de comer cozido de lhama e acabou pedindo um macarrão a bolonhesa... Bem, a carne moída da bolonhesa também era de lhama...hehehe. Após o almoço ainda tivemos um tempinho para caminhar pela praça, onde crianças vestidas tipicamente desfilam com filhotes de Alpaca oferecendo-se  para tirar fotografia.


Em Chivay

Igreja de Chivay

Na praça de Chivay

Ruas da cidade de Chivay


Na praça de Chivay
Na praça de Chivay
Antes de chegar em Arequipa, há um local na beira da estrada muito famoso entre os viajantes: o mirador dos vulcões (Mirador de los Andes), a 4910 metros de altitude. A van deu uma breve parada para tirarmos fotos e descansarmos um pouco. Neste mirador dá para ter uma bela vista de 6 vulcões (Chachani - 6075 m, Misti - 5825 m, Hualca Hualca - 6025 m, Ampato - 6288 m, Sabancaya - 5926 e Ubinas - 5672 m). A paisagem impressiona por ser um tipo de "deserto alto e frio", nenhuma vegetação, somente pedras e montanhas por todos os lados. Outra curiosidade do local são as pedra empilhadas que os turistas deixam para registrar sua visita como sendo uma espécie de ritual. Centenas de montinhos de pedra que ficam como oferendas...

Venda de artesanatos no Mirador de los Andes



Placas de indicação dos vulcões Ampato e Sabancaya

Oferendas no Mirador de los Andes




Chegamos em Arequipa no final da tarde, hora de se despedir dos nossos amigos que seguiriam para Cuzco naquela mesma noite. 

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