domingo, 3 de agosto de 2014

Uros: conheça as ilhas flutuantes do lago Titicaca (13º Dia - 01/02)


Há séculos nativos bolivianos e peruanos criaram um local singular para viver visando escapar das culturas hostis do continente. Utilizando junco totora criaram ilhas artificias no lago comercialmente navegável mais alto do mundo, o Titicaca.  Com uma vida simples, os habitantes das Islas Uros ainda habitam em cabanas e trafegam em pequenas embarcações também construídas de junco, utilizam artefatos de barro e totora, sua alimentação tem como base os peixes que são pescados do lago e seus recursos provém do turismo. 







A visita às ilhas de Uros fez parte de um passeio de 2 dias pelo Lago adquirido ainda quando estávamos em Arequipa (ver postagem Arequipa: "La ciudad blanca" do Peru), mas o mesmo também está disponível nas agências de turismo locais de Puno. Esta parte da viagem, desde Arequipa, passando agora por Puno e saindo em direção à Cusco foi adquirida em uma espécie de "pacotão" com a dona do hostal Santa Catalina em Arequipa. O lado ruim de comprar qualquer pacote é que você fica sujeito à hospedagem que você pagou sem ver antes. Bem, já deu pra perceber que nosso hotel em Puno deixou a desejar. Às 7:30 da manhã uma van veio nos buscar no hostal para nos levar em direção ao porto do Lago Titicaca, de onde partem os barcos que fazem os passeios em direção às ilhas flutuantes e ilhas de Taquile, Amantaní, Soto e Suasi. Eramos os únicos brasileiros do grupo. No nosso barco também estavam alguns poloneses, canadenses, alemães e também uma jovem suiça que viajava sozinha pela América do Sul. O barco, já bem velhinho, era pilotado por um morador da comunidade da Ilha Amantaní, local onde todos nós ficaríamos hospedados naquela noite. O filho do piloto também ajudava a guiar o barco. Na verdade toda a família estava junto com o comandante (o filho, as filhas, o neto). Pessoas bastante humildes, simpáticas e acolhedoras. Como o barco deslizava extremamente lento pelas águas geladas do Titicaca, tivemos bastante tempo para conversar e nos enturmar com os outros turistas e também com a familia que conduzia o barco. Demorou cerca de 2 horas para chegarmos em uma das Ilhas flutuantes de Uros, os habitantes da ilha já nos esperavam. Ao pisar sobre a camada de junco você pode sentir a ilha toda balançando. Recebemos uma breve explicação de como eles constroem as ilhas flutuantes e de como conseguem viver se alimentando de peixes e utilizando a água do próprio lago para beber e preparar sua comida.
Ilha de Uros

Cabana de Totora
Cabana de Totora em uma das Ilhas Uros
Ilha Uros
Aproveitamos para navegar sobre um dos barcos de Totora ao redor da ilha. Apesar da segurança do barqueiro, da forma como sentamos quando subimos no barco, ficamos. Como as águas do lago são provenientes das altas montanhas dos andes, sua temperatura é bastante baixa. Então julgamos melhor não correr o risco de fazer algum movimento brusco e cair do barco. O custo do passeio na pequena embarcação foi de S/ 5,00.

Passeio em barco de Totora
Navegando em barco de Totora no Lago Titicaca

Para o povo Uros, este modo de vida vem de muito tempo, geração após geração preservando os costumes e a maneira como vivem. Para nós, algo que parecia tão distante e inusitado para os dias atuais. Na ilha vizinha uma concentração maior de moradias e uma pequena bandeira do Peru. Quando regressamos, os turistas de outros barcos já haviam partido e a rotina da pequena ilha flutuante já estava se restabelecendo. Aproveitamos para fotografar as crianças da tribo que ali se divertiam com um cão, já bastante castigadas pelo sol. Para elas era o que bastava para serem felizes naquele momento.

Ilhas Uros (lado peruano do Titicaca)


Brincando nas Ilhas Uros


Uma pequena moradora das Ilhas Uros
O comandante no nosso barco já estava se preparando para prosseguir a navegação em direção à ilha de Amantaní, o lago era mesmo uma imensidão de água numa tonalidade azul-escura a perder de vista. Por mais uma hora e meia o barco seguiu até chegarmos ao nosso destino, onde os moradores nos aguardavam para nos conduzirem às suas casas. Mas está é uma história para outra postagem....


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