domingo, 23 de agosto de 2015

Os templos e ruínas nos arredores de Cusco (16° Dia)



Nosso primeiro dia completo em Cusco foi reservado para fazermos o city tour, que inclui a visita a alguns dos sítios arqueológicos incas situados nos arredores da cidade. Para isso é necessário comprar o Boleto Turístico de Cusco. O boleto turístico é uma espécie de ingresso para acesso aos locais visitados tanto em Cusco quanto no Vale Sagrado. Sem ele você não entra, pois cada local possui um controle de acesso, só permitido com o boleto em mãos. Antes mesmo da partida do city tour o guia já pergunta se todos tem o Boleto, se não tiver tem que voltar e comprar. Saímos logo cedo do Hostal e já passamos na "oficina do boleto turistico" para comprarmos os nossos. O local fica na Avenida El Sol, 103próximo à Plaza de Armas.  O City tour é fornecido por diversas agências locais de Cusco, pode ser adquirido individualmente ou em conjunto com outros passeios (tipo um pacote incluindo o passeio do Vale Sagrado e Machu Picchu). No nosso caso adquirimos somente o City Tour no nosso hostal mesmo, no valor de s/ 20,00 por pessoa. Este valor corresponde somente ao serviço de transporte mais a guia que nos dava as explicações de cada local visitado. Demais despesas devem ser pagas à parte: boleto turístico (s/130,00) e a entrada da Koricancha (s/ 20,00 não incluso no boleto turístico). Como alternativa ao city tour, todos estes locais podem ser conhecidos também por conta própria, pois ficam bem próximos da cidade. Informem-se no centro de Cusco sobre as alternativas de transporte público. Se você sair bem cedo do centro, pode ir de ônibus ou taxi até o ponto mais distante (Tambomachay) e de lá ir retornando à pé no seu ritmo, visitando todos os locais citados acima que ficam no caminho. Alguns hostels oferecem também serviços de aluguel de bicicletas, que também é uma boa possibilidade para se locomover e visitar estes sítios arqueológicos por conta própria. A seguir relacionamos os locais que visitamos.

Boleto Turístico de Cusco

O Templo Koricancha fica no centro histórico da cidade, na Avenida El Sol. Pode ser identificado por um grande campo de grama em sua frente. O templo Koricancha foi o mais rico em adornos de ouro na época dos Incas. Porém o que vemos hoje é o quanto os espanhóis saquearam e modificaram o local após a conquista no século XVI. O local foi usado como igreja e convento pelos conquistadores justamente para impor a religião e a cultura ao povo conquistado. Restaram apenas a estrutura do templo, feita com as pedras perfeitamente lapidadas e encaixadas que são uma referência da arquitetura Inca.

Templo Koricancha

No alto de uma colina, nos arredores da cidade, ficam as ruínas mais impressionantes que demonstram a grandiosidade e imponência que o império Inca representava em sua capital Cusco. Sacsayhuamán era uma espécie de fortificação com muros altos em formato de ziguezague, feitos com gigantescas pedras perfeitamente encaixadas umas nas outras. Fica junto a um campo aberto com um imenso gramado. Do alto das muralhas tem-se uma ótima vista da cidade de Cusco.


Sacsayhuamán
Cusco, vista de Sacsayhuamán

Qenqo, Tambomachay e Pukapukara

Estas 3 ruínas incas, situadas próximas a Sacsayhuamán, também são feitas com blocos de pedra, porém bem menores. Cada uma delas possuía uma utilização específica. Qenqo era um local de sacrifícios religiosos de animais e de cerimônias em honra ao sol, lua e estrelas. A pedra dos sacrifícios ainda se encontra lá, dentro de uma espécie de gruta. Tambomachay era uma espécie de templo dedicado ao culto das águas. Ainda hoje as fontes continuam a jorrar a água que verte de baixo das pedras das antigas paredes e alicerces. Pukapukara era mais um local de descanso e vigilância militar dos Incas.

Qenqo


Tambomachay
Pukapukara

Site oficial do Ministério da Cultura do Peru para maiores informações sobre o Boleto Turístico de Cusco: http://www.cosituc.gob.pe/.


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domingo, 21 de junho de 2015

Conheça Buenos Aires gastando pouco! Dicas para transporte público, hospedagem, câmbio e passeios



Buenos Aires se tornou um dos lugares mais visitados no exterior pelos brasileiros nos últimos anos. Alguns fatores como a proximidade com o Brasil, a facilidade com a língua, preços atraentes e o poder de compra do Real perante o Peso argentino proporcionaram uma invasão de turistas. Na internet existem centenas de postagens com dicas do que fazer, lugares para se conhecer e visitar por lá. Vamos compartilhar aqui as nossas experiências na cidade. Conforme relatamos na postagem Como explorar o sul da Patagônia e a Terra do Fogo, passamos 3 noites em Buenos Aires antes de seguir viagem para a Patagônia. Nesta breve estada procuramos conhecer alguns dos pontos turísticos da cidade e também o dia a dia de seus habitantes de uma forma simples e econômica. Afinal de contas, como viajantes autônomos e mochileiros, nosso lema sempre é conhecer ao máximo sem gastar muito. Para isso foi necessário abrir mão de certos confortos e utilizar do transporte público ao invés de táxis, se hospedar um pouco mais distante do centro em local mais simples na casa de um portenho, bagagem limitada com apenas uma mochila ao invés de uma grande mala e utilização do câmbio paralelo para trocar dinheiro. Chegamos a Buenos Aires pelo aeroporto Jorge Newbery (Aeroparque) em um voo direto de Curitiba. A opção por este aeroporto foi estratégica por se localizar mais próximo ao centro da cidade. Assim, foi mais fácil e mais barato pegar o ônibus convencional (transporte público) e seguir em direção ao centro. Na alfândega é indispensável a indicação de um endereço na cidade, local em que você ficará hospedado.


Para utilizar do transporte público de Buenos Aires é necessário fazer o cartão transporte chamado Cartão SUBE. Os ônibus não tem cobrador para receber em dinheiro, então é indispensável ter o cartão. Aproveite para carregar uma quantia em dinheiro suficiente para utilizar os ônibus ou metrô para os passeios de todos os dias em que ficar por lá. No aeroporto existe um guichê que vende e recarrega o cartão, porém eles aceitam pagamento somente no cartão de crédito internacional. Utilize o cartão de crédito somente nestes casos de emergência, para todos os outros gastos por lá indicamos utilizar o câmbio paralelo, muito mais vantajoso! De maneira alguma leve pesos do Brasil, pois não compensa. Também não indicamos trocar dinheiro nas casas de câmbio oficiais da Argentina (muito menos no aeroporto), pois a cotação é muito desfavorável. Leve reais ou dólares (dólar somente se a cotação no Brasil também for boa... coisa difícil nos dias atuais por aqui) do Brasil em espécie e chegando lá vá direto para a Calle Florida no centro e troque no "câmbio paralelo". A cotação é muito... mas muito melhor e o seu dinheiro poderá ser gasto no que realmente importa. A partir daí, pague tudo em pesos argentinos que você trocou no paralelo. Se precisar de mais pesos volte na Calle Flórida e troque, mas não pague com os reais ou dólares que tem guardado consigo, pois vai sair perdendo...

Balcão de aquisição e recarga do cartão SUBE no Aeroparque








































Saindo do Aeroparque pela Avenida Rafael Obligado Costanera para chegar até o centro, já com o cartão SUBE em mãos,  procure pelo ponto do ônibus 45 (letreiro amarelo). Esse ônibus é muito útil para quem chega a Buenos Aires pelo Aeroparque, pois passa em diversos pontos importantes tais como, a Plaza San Martin, Calle Florida, Obelisco, Avenida 9 de Julio e a  Plaza de la Constitucion. Seguimos com esse ônibus até o o bairro de Barracas, local onde nos hospedamos (cerca de 45 minutos do aeroporto). Falando em hospedagem, ficamos em um lugar bem legal! Através do aplicativo AirBnB alugamos um quarto na casa do anfitrião Pablo Pomi. Para quem não conhece, o AirBnB possibilita inúmeras opções de hospedagens alternativas, como apartamentos, quartos, hostels, tudo com preços relativamente mais baixos. Sem falar na interação com as pessoas locais. O Plablo nos passou as primeiras instruções e dicas da cidade, com um mapa nos mostrou as possibilidades de passeios, dicas dos ônibus para deslocamentos, serviços de alimentação e diversão nas redondezas. Apesar de nos hospedarmos ao lado de uma casa de espetáculo de tango, Señor Tango, por indicação do Pablo optamos por conhecer uma Milonga, um restaurante com baile onde as pessoas da cidade vão para dançar o tango. "Espetáculo de tango é para turistas, vocês precisam conhecer uma milonga!", nos disse o Pablo. E foi a poucas quadras do nosso hostal, indo à pé mesmo, que conhecemos o bar Los Laureles, uma das mais tradicionais Milongas de Buenos Aires. Era um sábado à noite, por volta das 20:00 hrs e todas as mesas já estavam ocupadas. Ficamos aguardando em pé assistindo aos casais dançando na pista ao som de discos de vinil do mais autêntico tango portenho. Logo uma mesa ficou vaga e pudemos nos sentar, foi quando também começou a apresentação de bandas tocando ao vivo. Um belo espetáculo! No local são servidos pratos da culinária local, como o bife de chorizo, as papas gratinadas, bons vinhos, boa música... tudo combinando com o ambiente decorado com objetos antigos. Nossa primeira noite em Buenos aires foi memorável! Não chegamos a dançar, ficamos só jantando e apreciando, mas quem for um pouco mais familiarizado com o tango pode ir na pista dançar a vontade. Nas Milongas não se cobra a entrada, somente paga-se o que for consumido no local. Os músicos que tocam apenas passam o chapéu, depois da apresentação, para recolher o que as pessoas quiserem dar de forma espontânea, sem compromisso. É o chamado "tango a la gorra".

Milonga no bar Los Laureles em Buenos Aires


No dia seguinte, domingo, saímos logo cedo para conhecer o bairro La Boca, onde fica o Caminito e o estádio La Bombonera. O famoso bairro é destino obrigatório para quem vai a Buenos Aires e está sempre lotado de turistas. Várias ruas com casas típicas bastante coloridas, cafés, restaurantes, lojas de artesanatos, artistas expondo seus quados nas calçadas e algumas apresentações de tango ao ar livre. Não deixem de conhecer! Após conhecer as ruas do Caminito caminhamos poucas quadras para tirar algumas fotos no estádio La Bombonera (o estádio fica aberto para visitação, exceto nos dias de jogo).

El Caminito em Buenos Aires



Estádio do Boca Juniors, La Bombonera


De coletivo seguimos para o bairro de San Telmo para conhecer a mais famosa feira de antiguidades e artesanatos da cidade. Todos os domingos esta feira se estende por várias ruas do antigo bairro. Calçadas e praças ficam cheias de barraquinhas para a alegria dos turistas.

Feira de San Telmo em Buenos Aires
No mesmo dia, à tarde, visitamos também a Casa Rosada, sede do governo argentino. Nos domingos são liberadas as visitas internas, guiadas e gratuitas, pelos cômodos do palácio. Nesta visita pode-se ver também o gabinete da presidenta Cristina Kirchner.


Juan Domingo Perón e Eva Perón, imagem na Casa Rosada
No dia seguinte, logo cedo, pegamos um ônibus em direção ao centro da cidade. descemos no ponto do Obelisco e iniciamos os passeios a pé pela região central em direção ao Café Tortoni, famoso ponto de encontro dos intelectuais e músicos de Buenos Aires. Seguindo pelas ruas centrais é possível ver diversos prédios históricos, com uma arquitetura que lembra algumas cidades da Europa.

Obelisco de Buenos Aires, Avenida 9 de Julio

Café Tortoni em Buenos Aires



Após o café e uma breve passada na catedral seguimos pela Calle Florida, uma rua somente para pedestres, com muitas lojas. Foi lá que trocamos mais alguns dólares por pesos com os cambistas. Eles ficam gritando o tempo todo a cotação do dia. Como falamos no início da postagem, o câmbio paralelo é muito mais vantajoso. Não tenham medo, pois é algo muito comum e normal por lá. Não tivemos nenhum problema com notas de pesos trocadas na Calle Florida. Ouvimos alguns relatos de notas falsas circulando entre os taxistas, quando alguém paga uma corrida em reais ou dólares e eles devolvem o troco em pesos. Por isso indicamos trocar moeda somente na Florida. Almoçamos na Galerias Pacífico, um luxuoso shopping center que fica também na Calle Florida.

Catedral Metropolitana de Buenos Aires

Interior da Catedral Metropolitana de Buenos Aires

Plaza de Mayo, ao fundo a Casa Rosada



Galerias Pacifico em Buenos Aires



Após o almoço, seguimos novamente até a Plaza San Martin, onde está o relógio presenteado pela comunidade inglesa à cidade, e de lá pegamos um ônibus até o bairro Recoleta. Já na metade da tarde paramos em frente ao monumento "Floralis Generica" conhecido como "Flor de aço" ou "Rosa de aço", uma gigantesca escultura em forma de flor que muda de posição de acordo com o movimento solar. O bairro da Recoleta é muito bonito, possui imensas áreas verdes ao longo das avenidas, muito bem cuidadas. Seguimos à pé até o Cementerio de la Recoleta, famoso ponto de visitação dos turistas. Este cemitério é onde se encontra o túmulo da Eva Perón.

Torre dos Ingleses, Praça San Martín em Buenos Aires

Flor de Aço em Buenos Aires

Cemitério da Recoleta em Buenos Aires
Para chegar antes do fechamento, pegamos um táxi até o Jardín Japonés de Buenos Aires, um parque belíssimo no bairro de Palermo mantido pela comunidade japonesa da cidade.


Jardim Japonês de Buenos Aires

Já no fim da tarde pegamos um ônibus para chegar até Puerto Madero, o sofisticado e elegante bairro de Bunenos Aires. Fim do dia e dos passeios desta viagem em Buenos Aires diante da Puente de la Mujer...


Porto Madero, Ponte da Mulher em Buenos Aires

Na postagem Como explorar o sul da Patagônia e a Terra do Fogo você encontrará mais dicas para conhecer a  Argentina.

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domingo, 12 de abril de 2015

Necrópole de Tebas - visitando a tumba do Faraó Tutancâmon e o Templo de Hatshepsut (05° dia - 02/02)


No Egito antigo, Tebas (atual Luxor) era cortada ao meio pelo Rio Nilo. O lado leste do rio era considerado o lado dos vivos, onde existiam os palácios reais, os grandes templos em homenagem aos Deuses, como o templo de Luxor e o grande templo de Amon (Karnak).   Já o lado oeste do rio era considerado o lado dos mortos, onde ficava a grande necrópole de Tebas, templos funerários, o Vale dos Reis e o Vale das Rainhas. Após o incrível voo de balão feito bem cedo sobre o vale do Nilo em Luxor (ver postagem Voo de balão sobre o vale do Nilo (5º Dia - 01/02)), voltamos ao hostal para então fazermos a visita por terra aos principais sítios arqueológicos do lado ocidental do rio (west bank). Este passeio também foi contratado no Sherief Bob Marley hostel, e nos custou 75,00 libras egípcias (em torno de USD 10,00) por pessoa. Incluía o transporte com uma van desde o hostel e um guia (em inglês). Visitamos apenas as principais atrações da grande necrópole: Vale dos Reis, Templo mortuário da Rainha Hatshepsut, Medinet Habu (templo mortuário de Ramsés III) e Colossos de Memnon.

Vale dos Reis
O Templo de Hatshepsut

O Templo de Ramsés III
Colossos de Memnon
O ideal seria passar mais um ou dois dias para conhecer com calma toda a Necrópole. Neste caso é possível  ir por conta própria também. No hostel eles dão as explicação detalhadas de como fazer isto,  pois o local é bastante grande e as atrações ficam bem espalhadas. Optamos pelo passeio guiado pois nos otimizava o tempo de fazermos tudo em um dia para seguirmos viagem no dia seguinte.O ponto alto deste passeio foi, sem dúvida, adentrar nos túneis que levam às tumbas dos Faraós no Vale dos Reis. A tumba do jovem Faraó Tutancâmon foi a que mais nos surpreendeu, pois não imaginávamos que o seu corpo mumificado estaria exposto lá dentro. Porém é necessário tomar atenção a um pequeno detalhe na hora de comprar os bilhetes de ingresso ao local para não perder esta atração. Vamos explicar melhor na sequência. A van nos pegou no hostal logo após o café da manhã para inciarmos o passeio. Passamos em mais alguns hotéis no centro de Luxor para apanhar outros turistas. Cruzamos o Rio Nilo por uma ponte um pouco mais afastada da cidade, onde fizemos uma última parada para pegar um jovem casal de noivos egípcios em um luxuoso hotel ás margens do rio. Estávamos em torno de dez turistas, mais o motorista da van e o guia do passeio. Como já comentamos em outras postagens do blog, quase não havia turistas no país. Todos os locais turísticos estavam praticamente "às moscas", muito tranquilo para se visitar. Antes mesmo de chegar ao primeiro local a ser visitado o guia já foi pedindo para irmos separando o dinheiro das entradas. Os valores obviamente não estavam inclusos no valor do passeio. Sem falar exatamente quanto custaria cada entrada, nem os locais em que iríamos, o guia pediu 200,00 L.E. (USD 28,00) por pessoa. Pagamos um tanto quanto na dúvida se aquele seria realmente o preço e o porquê de não comprarmos individualmente na bilheteria de cada local. Neste momento, se você tiver a carteirinha internacional de estudante é só falar ao guia que vai pagar a metade. Não existe um controle muito rígido quanto a comprovar se você é mesmo um estudante... Ao chegarmos na primeira parada, o Vale dos Reis, o nosso guia desceu primeiro na bilheteria para comprar as entradas. A bilheteria fica bem distante do local da tumbas. O deslocamento até elas, desde a bilheteria, é feito em veículos elétricos montanha acima (deslocamento já incluso no valor do ingresso). Aqui vai uma dica, o valor da entrada (100,00 L.E./ USD 14,00) dá direito a visitar apenas 3 tumbas do Vale dos Reis, geralmente é o guia quem define quais serão. A tumba do Tutancâmon não está inclusa no ingresso normal e você deverá sinalizar ao guia que quer visitá-la antes de deixar a bilheteria, pois depois não dá mais pra voltar e comprar o bilhete. O nosso guia não explicou direito isso e muitas pessoas ficaram sem ver o Tutancâmon. Como havíamos pesquisado antecipadamente sobre a necessidade de um ingresso a parte para visitar a tumba do jovem faraó, tratamos de ir junto com ele na bilheteria e compramos separadamente as nossas entradas. Não espere muito dos guias, pelo menos o deste passeio foi muito ruim. O Vale dos Reis serviu como um cemitério para os faraós durante mais de 500 anos. Quando um novo faraó assumia o seu mandato que duraria o restante de sua vida na terra, seus servos já iniciavam a escavação da sua tumba no Vale dos Reis e a preparação dos rituais de sepultamento, para que quando partisse deste mundo estivesse tudo pronto para a "passagem" ao mundo dos mortos. Cada tumba possui um túnel que leva montanha adentro até o local de sepultamento, alguns túneis chegam a mais de 200 m de comprimento cuidadosamente escavados na rocha. As paredes eram adornadas por pinturas e desenhos entalhados na pedra com os feitos de bravura do faraó. É incrível como tudo ainda está preservado, inclusive com os mesmos desenhos pintados a mais de 3.000 anos. Após o sepultamento, o acesso ao túnel era lacrado e os servos se encarregavam de esconder ou dificultar a localização do mesmo para evitar que os ladões saqueassem os tesouros que eram depositados junto ao corpo do faraó. Todo o tesouro e os objetos pessoais do faraó tinham que ficar "disponíveis" junto ao corpo na tumba para que ele os utilizasse na "outra vida". Obviamente que os ladrões se encarregaram de limpar todo estes tesouros, e praticamente todas as tumbas já haviam sido saqueadas ou modificadas quando os arqueólogos iniciaram os estudos no Vale dos Reis. Todas menos uma! Considerado um dos maiores achados arqueológicos de todos os tempos, a tumba intacta do faraó Tutancâmon e todo o seu tesouro guardado lá dentro foi encontrada em 1922 pelo arqueólogo Howard Carter. Infelizmente não é permitido tirar nenhuma foto do Vale dos Reis, nem mesmo da parte externa... Cada túnel possui alguém que cuida para que as pessoas não saquem fotos ou encoste nas paredes. Porém, percebemos que assim como no Brasil existem certas "malandragens" onde quem paga um "por fora" pode tirar fotos... Foi o que alguns turistas fizeram, decididamente não é o que fazemos! Ficamos sem as fotos mesmo. Dentre as 3 tumbas visitadas com o ingresso normal do Vale esteve a tumba de Ramsés III. Partindo do Vale dos Reis, seguimos com a van em direção ao templo funerário da Rainha Hatshepsut, a mulher que se vestiu com atributos masculinos para proclamar-se faraó do Egito por volta do século XV antes de Cristo. O grandioso templo foi edificado na encosta de uma montanha do outro lado do Vale dos reis. Possui três níveis com acesso por grandes rampas. Praticamente foi todo entalhado na base da montanha. Internamente possui grandes estátuas com murais entalhados e pintados nas paredes, contando a história relacionada a ligação divina da sua concepção. Infelizmente, após a morte de Hatshepsut o local foi modificado por outros Faraós que a sucederam e também, mais recentemente por cristãos coptas logo no início do cristianismo. Felizmente as fotos estavam liberadas neste templo.

Entrada do Templo de Hatshepsut 

Escadaria no Templo de Hatshepsut com nosso novo amigo argentino

Estátuas de Hatshepsut

Santuário de Amon no Templo de Hatshepsut
Pudemos andar livremente por todo o local e ver com calma esta maravilhosa construção. Mas o sol estava muito forte, quase insuportável ficar andando na parte externa do Templo. Por isso levem bastante água e protejam-se bem com óculos escuro e protetor solar. Para entrar lá o ingresso custou 50 L.E. (USD 7,00), incluídas nos 200 L.E que demos ao guia no início do passeio. Neste local também existe um trenzinho elétrico que leva as pessoas desde a bilheteria até  o templo. Por essas alturas já estávamos bem enturmados com os outros turistas do grupo. Conhecemos um mexicano e um argentino muito legais que estavam viajando sozinhos. Trocamos algumas experiências de viagem sobre os locais já visitados e os que ainda seriam vistos no decorrer da viagem. O casal de noivos egipcios praticamente não falava com ninguém, mas além de muito animados tirando inúmeras "selfies" pareciam ser muito amáveis. Ficou o registro da imagem dela com a Estela.

Entrada do Santuário de Amon no Templo de Hatshepsut com novos amigos
Templo de Hatshepsut, Estela e a turista egípcia
Seguimos com a van para o próximo destino, o templo Medinet Habu. Muito parecido com o Templo de Karnak nos detalhes das pinturas e estátuas, porém bem menor em tamanho. Foi construído pelo faraó Ramsés III como seu templo mortuário.

Entrada do Templo Medinet Habu

Sob hieróglifos e relevos coloridos no Templo Medinet Habu

Relevos coloridos do Templo de Medinet Habu

Salão Hipostilo no Templo de Medinet Habu

Pilono do Templo de Medinet Habu

A última parada foi para visitar as duas estátuas gigantes dos Colossos de Memnon. Elas ficam em um local aberto, na beira da estrada. Não precisa pagar ingresso pra ver. As estátuas de 18 metros de altura foram remontadas com os pedaços originais encontrados espalhados durante escavações feitas no local. Representavam o faraó Amenófis III, foram destruídas junto com seu templo que ficava no mesmo local.

Colossos de Memnon
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