domingo, 11 de janeiro de 2015

Dica de hospedagem em Jerusalém



O relato na Bíblia sobre o nascimento de Jesus já apresentava as dificuldades de se hospedar em Israel há mais de 2000 anos. Quando José precisou partir com sua esposa da cidade de Nazaré para fazer o alistamento em Belém, tiveram seu filho numa manjedoura, porque não havia lugar para eles nas estalagens. Hoje, se você estiver pensando numa viagem autônoma para conhecer a Terra Santa, planeje também onde ficar. Isso porque a região é repleta de eventos e lugares sagrados que atraem anualmente milhares de pessoas de três grandes religiões. Então é bem provável que nem mesmo em uma manjedoura você consegua ficar se não houver reservado um lugar com bastante antecedência. Os preços dos hotéis são muito elevados devido à grande procura. Para os padrões de viagem que costumamos fazer, em que buscamos praticidade e custo, sem querer encontramos um lugar chamado Abraham Hostel Jerusalém em nossas pesquisas pela internet. Fizemos a reserva com quatro meses de antecedência, pois tínhamos o agravante de que estaríamos na cidade de Jerusalém justamente na semana de Páscoa. Estávamos apreensivos porque nunca havíamos ficado em um quarto compartilhado, mas o valor da estadia neste hostel foi o que nos fez decidir. A Estela ainda tinha esperança de chegar na cidade e encontrar um outro lugar para ficar, mas no trajeto de ônibus de Eilat até Jerusalém conhecemos dois outros mochileiros brasileiros que ficaram impressionados de termos conseguido hospedagem no Abraham, segundo eles um local muito famoso entre os mochileiro que visitam Jerusalém. Então decidimos ir direto para lá quando chegássemos na rodoviária naquele dia.


Fachada do Abraham Hostel Jerusalém

A primeira vantagem é que o hostel está muito bem localizado, na HaNeviim Street (Rua dos Profetas), a apenas 15 minutos da rodoviária, 5 minutos do grande mercado Machane Yehuda e 20 minutos da cidade velha de Jerusalém. Todos esses percursos você pode fazer a pé pela Jaffa Street uma das maiores e mais antigas da cidade nova. Para lugares mais distantes, há ônibus e o metro de superfície a poucos passos da porta do hostel. 

Localização Abraham Hostel Jerusalem


Jaffa Street, Jerusalém
Chegando lá, apesar de nossas angustias de que pudessem ter errado nossa reserva, tudo estava certo! A recepção do hostel era bastante movimentado com turistas de diversas nacionalidades entrando, saindo, desfrutando do ambiente muito satisfeitos. O pagamento dos cinco pernoites foi feito já no check in. Recebemos um kit com toalhas, lençóis, capa para edredom e a chave do quarto. As principais orientações de utilização do hostel foram também dadas neste momento: horário do café da manhã, utilização da lavandeira, chuveiro e internet.      

Na recepção do Abraham Hostel Jerusalem 

Chegando ao quarto, escolhemos um dos beliches vazios para ficarmos. Havia outras oito pessoas hospedadas no mesmo quarto, mas nenhuma estava lá quando chegamos. Armazenamos nossas roupas nos gavetões sob as camas (importante você sempre ter um cadeado numa viagem para essas ocasiões, pois como mochileiro é natural você precisar deixar seus pertences em lugares em que há acesso de outras pessoas. Dificilmente alguém vai mexer em alguma coisa sua, mas assim você pode ficar ainda mais tranquilo). Apesar de outras pessoas utilizarem o mesmo sanitário do quarto, nos impressionou a higienização e limpeza. Importante você ter consigo seu sabonete, shampoo, condicionador etc. Como a limpeza do banheiro é feita pelos funcionários do hostel, o ambiente é mais limpo e organizado que o resto do quarto onde os hóspedes deixam roupas espalhadas, mochilas e tênis no meio do caminho, toalhas penduradas, etc. 


Quarto compartilhado do Abraham Hostel Jerusalém

Nossas camas no quarto do Abraham Hostel Jerusalém


Antes de tomar banho é necessário ligar o termostato do chuveiro com uns 10 minutos de antecedência para ir esquentando a água. Essa orientação é passada pelo recepcionista na entrada, mas se você estiver muito ansioso para descansar é possível que não capte essa informação e depois possa imaginar que o chuveiro esteja com defeito. Logo nossos outros colegas de quarto foram chegando. Esteja preparado para conhecer pessoas simpáticas, fechadas, excêntricas, desinibidas, todos compartilhando o mesmo local... Mas não se preocupe, com certeza você fará novas amizades! Como ficamos por cinco dias na cidade, nos tornamos veteranos do quarto, pois em média as pessoas ficam entre uma e duas noites por lá. À noite fomos conhecer o bar e lounge do hostel. Fantástico também! Música ao vivo, bebidas, comida, descontração e novas amizades. Todas as noites o bar do Abraham se torna um ponto de encontro de viajantes do mundo todo. Enfim pudemos tomar um bom chopp tranquilamente após passarmos por dois países onde era praticamente proibida a venda de bebidas alcoólicas (Egito e Jordânia).  

Aproveitando o bar e lounge do hostel



O hostel também oferece serviços de passeios por toda Israel, Cisjordânia, Jordânia e parte do Egito. Aproveitamos para fazer nossa programação de tours pelo país.

Traveler Center na recepção do hostel
O café da manhã é com buffet composto pelos principais produtos do desejum servido no oriente médio, dentre os quais destaca-se o pepino cru, o tomate, o ovo cozido, o pão sírio, iogurte e o café árabe. Na semana em que estávamos lá era proibido pela religião judaica o consumo de alimentos fermentados, então ao invés do pão sírio, no café da manhã era ofertado apenas o "matzá", uma espécie de bolacha cream cracker gigante. Ao término das refeições, cada hóspede deve lavar e secar os utensílios que utilizou para comer.

Café da manhã em Israel


Todos os receios que tínhamos haviam sumido, estávamos em lugar muito bacana, limpo, organizado, seguro, bem localizado e interagindo com pessoas de diversas partes do mundo!

O custo de uma cama em quarto compartilhado com até 10 pessoas no Abraham estava em torno de 22 USD por noite na época em que fomos (abril/2014). O local dispõe também de alguns quartos privativos, porém o preço é bem mais elevado.

Segue link da página do https://abrahamhostels.com/jerusalem/

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domingo, 4 de janeiro de 2015

Na terra dos Incas: Programação para 5 dias em Cusco



Cusco é uma cidade fascinante, uma das mais belas em que já estivemos em todas as nossas viagens. A antiga capital do império Inca possui uma atmosfera vibrante, alegre, que contagia seus visitantes. Talvez seja devido sua arquitetura singular, que mistura casarões do período colonial espanhol com os muros e alicerces Incas, feitos com blocos de pedra perfeitamente encaixados uns com os outros. Talvez também por sua população, que preserva muito bem as tradições e costumes dos antepassados. As igrejas que hoje rodeiam a Plaza de Armas, coração da cidade, marcam a conquista dos colonizadores espanhóis sobre uma civilização muito avançada para a sua época. Suas ruas estreitas, revestidas de pedra, atualmente são repletas de cafés, pequenos restaurantes, bistrôs, lojinhas  e pousadas. Considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, Cusco está sempre cheia de turistas do mundo todo, afinal é a base para passeios do circuito Inca, incluindo a incrível Machu Picchu. Cusco por si só já vale uma viagem, indicamos reservar no mínimo 5 dias para visitar esta região. Como já tínhamos comprado as nossas entradas de Machu Picchu com bastante antecedência (veja também a postagem Aquisição das entradas para Machu Picchu), nossa programação estava bem definida. Abaixo segue resumo da programação para 5 dias em Cusco:

  1. No primeiro dia fizemos um city tour em Cusco com uma agência local. Este passeio inclui o transporte de ônibus turístico com guia para visitar as principais ruínas Incas da cidade: Museu Convento de Qorikancha, Sacsayhuamán, Qenqo, Tambomachay e Pukapukara. O boleto turístico de Cusco deve ser adquirido separadamente e antecipadamente no centro da cidade para acesso nestes locais.
  2. No segundo dia fizemos o passeio do Vale Sagrado, quando visitamos pontos um pouco mais distantes da cidade de Cusco (cidadezinhas nas redondezas). Neste passeio vimos também muitas ruínas e terraços da civilização Inca, só que bem maiores, como Pisac e Ollantaytambo. O passeio parte de Cusco, também com agências locais, incluído transporte, guia e almoço. Neste segundo dia, durante o passeio do Vale Sagrado, aproveitamos para pegar o trem que vai a Águas Calientes (cidadezinha base para visitar Machu Picchu). Ou seja, depois de visitar Ollantaytambo, ao invés de voltarmos pra Cusco de ônibus junto com as pessoas que fizeram o passeio do Vale Sagrado conosco, seguimos de trem direto para Aguas Calientes partindo da própria estação de Ollantaytambo. Esta é uma forma de otimizar o tempo e reduzir custos. Pernoitamos em Águas Calientes e no dia seguinte, bem cedo, já estávamos prontos para visitar Machu Picchu logo no primeiro horário. Agencias locais de Cusco também vendem este "mini pacote" com o passeio do Vale Sagrado, trem ida e volta, entradas de MP, hotel em Águas Calientes. Porém nós fizemos as aquisições separadamente, tudo por nossa conta e risco, ficou bem mais barato.
  3. O terceiro dia foi a própria visita a Machu Picchu, a mais aguardada de toda a nossa viagem. Chegar lá foi uma recompensa muito grande que valeu por todo o esforço e planejamento que uma viagem autônoma requer. Vamos contar em detalhes nas próximas postagens como foi este incrível dia visitando a cidade sagrada dos Incas.
  4. No quarto dia, já de volta a Cusco, tiramos o dia livre para caminhar pela cidade. Visitamos com calma a Plaza de Armas, a catedral, a pedra dos doze ângulos, monumento a Pachacutec. Fomos também ao Mercado Central de Artesanatos de Cusco, o melhor lugar para comprar lembranças de viagem na região.
  5. No quinto dia, pela manhã descansamos no hostal e depois seguimos de taxi ao aeroporto internacional Alejandro Velasco Astete, em Cusco. Infelizmente tinha acabado nossa jornada pelo Peru.
Principais despesas / custos dos passeios (por pessoa em abril/2013):

City tour em Cusco: s/ 20,00
Entrada no Templo Qorikancha: s/ 20,00
Boleto turístico de Cusco: s/ 130,00
Passeio Vale Sagrado: s/ 40,00 (com almoço)
Trem Ollantaytambo > Águas Calientes > Ollantaytambo: $ 100,00 (Inca Rail)
Hostal em Águas Calientes: s/ 50,00 (para duas pessoas, quarto de casal)
Ônibus ida e volta de Águas Caliente p/ MP: s/ 96,00
Entradas de MP (incluindo Wayna Picchu): s/ 152,00
Van de retorno Ollantaytambo > Cusco: s/ 8,00

s/ : Soles Peruanos (moeda local)
$ : dólares americanos

Este foi só um resumo dos cinco dias finais da viagem em que passamos na região de Cusco. Nas próximas postagens vamos dar mais detalhes dos passeios com dicas para você viajante autônomo que nos acompanha!

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