domingo, 21 de junho de 2015

Conheça Buenos Aires gastando pouco! Dicas para transporte público, hospedagem, câmbio e passeios



Buenos Aires se tornou um dos lugares mais visitados no exterior pelos brasileiros nos últimos anos. Alguns fatores como a proximidade com o Brasil, a facilidade com a língua, preços atraentes e o poder de compra do Real perante o Peso argentino proporcionaram uma invasão de turistas. Na internet existem centenas de postagens com dicas do que fazer, lugares para se conhecer e visitar por lá. Vamos compartilhar aqui as nossas experiências na cidade. Conforme relatamos na postagem Como explorar o sul da Patagônia e a Terra do Fogo, passamos 3 noites em Buenos Aires antes de seguir viagem para a Patagônia. Nesta breve estada procuramos conhecer alguns dos pontos turísticos da cidade e também o dia a dia de seus habitantes de uma forma simples e econômica. Afinal de contas, como viajantes autônomos e mochileiros, nosso lema sempre é conhecer ao máximo sem gastar muito. Para isso foi necessário abrir mão de certos confortos e utilizar do transporte público ao invés de táxis, se hospedar um pouco mais distante do centro em local mais simples na casa de um portenho, bagagem limitada com apenas uma mochila ao invés de uma grande mala e utilização do câmbio paralelo para trocar dinheiro. Chegamos a Buenos Aires pelo aeroporto Jorge Newbery (Aeroparque) em um voo direto de Curitiba. A opção por este aeroporto foi estratégica por se localizar mais próximo ao centro da cidade. Assim, foi mais fácil e mais barato pegar o ônibus convencional (transporte público) e seguir em direção ao centro. Na alfândega é indispensável a indicação de um endereço na cidade, local em que você ficará hospedado.


Para utilizar do transporte público de Buenos Aires é necessário fazer o cartão transporte chamado Cartão SUBE. Os ônibus não tem cobrador para receber em dinheiro, então é indispensável ter o cartão. Aproveite para carregar uma quantia em dinheiro suficiente para utilizar os ônibus ou metrô para os passeios de todos os dias em que ficar por lá. No aeroporto existe um guichê que vende e recarrega o cartão, porém eles aceitam pagamento somente no cartão de crédito internacional. Utilize o cartão de crédito somente nestes casos de emergência, para todos os outros gastos por lá indicamos utilizar o câmbio paralelo, muito mais vantajoso! De maneira alguma leve pesos do Brasil, pois não compensa. Também não indicamos trocar dinheiro nas casas de câmbio oficiais da Argentina (muito menos no aeroporto), pois a cotação é muito desfavorável. Leve reais ou dólares (dólar somente se a cotação no Brasil também for boa... coisa difícil nos dias atuais por aqui) do Brasil em espécie e chegando lá vá direto para a Calle Florida no centro e troque no "câmbio paralelo". A cotação é muito... mas muito melhor e o seu dinheiro poderá ser gasto no que realmente importa. A partir daí, pague tudo em pesos argentinos que você trocou no paralelo. Se precisar de mais pesos volte na Calle Flórida e troque, mas não pague com os reais ou dólares que tem guardado consigo, pois vai sair perdendo...

Balcão de aquisição e recarga do cartão SUBE no Aeroparque








































Saindo do Aeroparque pela Avenida Rafael Obligado Costanera para chegar até o centro, já com o cartão SUBE em mãos,  procure pelo ponto do ônibus 45 (letreiro amarelo). Esse ônibus é muito útil para quem chega a Buenos Aires pelo Aeroparque, pois passa em diversos pontos importantes tais como, a Plaza San Martin, Calle Florida, Obelisco, Avenida 9 de Julio e a  Plaza de la Constitucion. Seguimos com esse ônibus até o o bairro de Barracas, local onde nos hospedamos (cerca de 45 minutos do aeroporto). Falando em hospedagem, ficamos em um lugar bem legal! Através do aplicativo AirBnB alugamos um quarto na casa do anfitrião Pablo Pomi. Para quem não conhece, o AirBnB possibilita inúmeras opções de hospedagens alternativas, como apartamentos, quartos, hostels, tudo com preços relativamente mais baixos. Sem falar na interação com as pessoas locais. O Plablo nos passou as primeiras instruções e dicas da cidade, com um mapa nos mostrou as possibilidades de passeios, dicas dos ônibus para deslocamentos, serviços de alimentação e diversão nas redondezas. Apesar de nos hospedarmos ao lado de uma casa de espetáculo de tango, Señor Tango, por indicação do Pablo optamos por conhecer uma Milonga, um restaurante com baile onde as pessoas da cidade vão para dançar o tango. "Espetáculo de tango é para turistas, vocês precisam conhecer uma milonga!", nos disse o Pablo. E foi a poucas quadras do nosso hostal, indo à pé mesmo, que conhecemos o bar Los Laureles, uma das mais tradicionais Milongas de Buenos Aires. Era um sábado à noite, por volta das 20:00 hrs e todas as mesas já estavam ocupadas. Ficamos aguardando em pé assistindo aos casais dançando na pista ao som de discos de vinil do mais autêntico tango portenho. Logo uma mesa ficou vaga e pudemos nos sentar, foi quando também começou a apresentação de bandas tocando ao vivo. Um belo espetáculo! No local são servidos pratos da culinária local, como o bife de chorizo, as papas gratinadas, bons vinhos, boa música... tudo combinando com o ambiente decorado com objetos antigos. Nossa primeira noite em Buenos aires foi memorável! Não chegamos a dançar, ficamos só jantando e apreciando, mas quem for um pouco mais familiarizado com o tango pode ir na pista dançar a vontade. Nas Milongas não se cobra a entrada, somente paga-se o que for consumido no local. Os músicos que tocam apenas passam o chapéu, depois da apresentação, para recolher o que as pessoas quiserem dar de forma espontânea, sem compromisso. É o chamado "tango a la gorra".

Milonga no bar Los Laureles em Buenos Aires


No dia seguinte, domingo, saímos logo cedo para conhecer o bairro La Boca, onde fica o Caminito e o estádio La Bombonera. O famoso bairro é destino obrigatório para quem vai a Buenos Aires e está sempre lotado de turistas. Várias ruas com casas típicas bastante coloridas, cafés, restaurantes, lojas de artesanatos, artistas expondo seus quados nas calçadas e algumas apresentações de tango ao ar livre. Não deixem de conhecer! Após conhecer as ruas do Caminito caminhamos poucas quadras para tirar algumas fotos no estádio La Bombonera (o estádio fica aberto para visitação, exceto nos dias de jogo).

El Caminito em Buenos Aires



Estádio do Boca Juniors, La Bombonera


De coletivo seguimos para o bairro de San Telmo para conhecer a mais famosa feira de antiguidades e artesanatos da cidade. Todos os domingos esta feira se estende por várias ruas do antigo bairro. Calçadas e praças ficam cheias de barraquinhas para a alegria dos turistas.

Feira de San Telmo em Buenos Aires
No mesmo dia, à tarde, visitamos também a Casa Rosada, sede do governo argentino. Nos domingos são liberadas as visitas internas, guiadas e gratuitas, pelos cômodos do palácio. Nesta visita pode-se ver também o gabinete da presidenta Cristina Kirchner.


Juan Domingo Perón e Eva Perón, imagem na Casa Rosada
No dia seguinte, logo cedo, pegamos um ônibus em direção ao centro da cidade. descemos no ponto do Obelisco e iniciamos os passeios a pé pela região central em direção ao Café Tortoni, famoso ponto de encontro dos intelectuais e músicos de Buenos Aires. Seguindo pelas ruas centrais é possível ver diversos prédios históricos, com uma arquitetura que lembra algumas cidades da Europa.

Obelisco de Buenos Aires, Avenida 9 de Julio

Café Tortoni em Buenos Aires



Após o café e uma breve passada na catedral seguimos pela Calle Florida, uma rua somente para pedestres, com muitas lojas. Foi lá que trocamos mais alguns dólares por pesos com os cambistas. Eles ficam gritando o tempo todo a cotação do dia. Como falamos no início da postagem, o câmbio paralelo é muito mais vantajoso. Não tenham medo, pois é algo muito comum e normal por lá. Não tivemos nenhum problema com notas de pesos trocadas na Calle Florida. Ouvimos alguns relatos de notas falsas circulando entre os taxistas, quando alguém paga uma corrida em reais ou dólares e eles devolvem o troco em pesos. Por isso indicamos trocar moeda somente na Florida. Almoçamos na Galerias Pacífico, um luxuoso shopping center que fica também na Calle Florida.

Catedral Metropolitana de Buenos Aires

Interior da Catedral Metropolitana de Buenos Aires

Plaza de Mayo, ao fundo a Casa Rosada



Galerias Pacifico em Buenos Aires



Após o almoço, seguimos novamente até a Plaza San Martin, onde está o relógio presenteado pela comunidade inglesa à cidade, e de lá pegamos um ônibus até o bairro Recoleta. Já na metade da tarde paramos em frente ao monumento "Floralis Generica" conhecido como "Flor de aço" ou "Rosa de aço", uma gigantesca escultura em forma de flor que muda de posição de acordo com o movimento solar. O bairro da Recoleta é muito bonito, possui imensas áreas verdes ao longo das avenidas, muito bem cuidadas. Seguimos à pé até o Cementerio de la Recoleta, famoso ponto de visitação dos turistas. Este cemitério é onde se encontra o túmulo da Eva Perón.

Torre dos Ingleses, Praça San Martín em Buenos Aires

Flor de Aço em Buenos Aires

Cemitério da Recoleta em Buenos Aires
Para chegar antes do fechamento, pegamos um táxi até o Jardín Japonés de Buenos Aires, um parque belíssimo no bairro de Palermo mantido pela comunidade japonesa da cidade.


Jardim Japonês de Buenos Aires

Já no fim da tarde pegamos um ônibus para chegar até Puerto Madero, o sofisticado e elegante bairro de Bunenos Aires. Fim do dia e dos passeios desta viagem em Buenos Aires diante da Puente de la Mujer...


Porto Madero, Ponte da Mulher em Buenos Aires

Na postagem Como explorar o sul da Patagônia e a Terra do Fogo você encontrará mais dicas para conhecer a  Argentina.

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